O Rally dos Sertões chegou a sua metade nesta quinta (23), com a realização da etapa que ligou a cidade de Carolina (MA) a capital de Tocantins, Palmas. Os competidores chegaram a região Norte do país após um deslocamento total de 472 km, sendo 188 de trechos cronometrados. Após enfrentar problemas nas duas últimas etapas, Cristian Baumgart e Beco Andreotti se recuperaram e terminaram o dia com o terceiro melhor tempo: 2h35min02s – mesma marca alcançada por Guiga Spinelli/Youssef Haddad, desempatada apenas por décimos de segundo. Marcos Baumgart e Kleber Cíncea também conseguiram se recuperar após o pneu furado de ontem e terminaram com o sexto melhor tempo. A Vitória ficou com os franceses Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret.
“Hoje foi o primeiro dia em que conseguimos andar sem precisar descer do carro. Apesar de termos feito um bom tempo hoje, fica um sentimento de que, se não tivéssemos enfrentado problemas nas últimas etapas, poderíamos brigar pela ponta”, comenta Cristian. “Hoje foi praticamente o primeiro dia de rali para nossa dupla. Em uma especial que contou com um mix de tudo que havíamos encontrado até aqui, com saltos, rios, areião e quebradeira, conseguimos andar bem e enfim entrar no rali”, comentou Cristian Baumgart.
Marcos relembra que nas edições anteriores do Sertões foi a partir de Tocantins que o rali começou a ser definido. “Geralmente é a partir de Palmas que o rali começa a dar as caras e a prova começa a se definir. Vamos torcer para as coisas voltarem a dar certo. Daqui pra frente tudo vai ser diferente”, comenta o piloto, lembrando frase do cantor Roberto Carlos.
Nesta sexta (24) os competidores partirão da capital de Tocantins rumo a Alto Parnaíba (MA) e enfrentarão a maior especial da edição de 20 anos do Rally dos Sertões, com 460 km de trechos cronometrados e outros 212 km de deslocamento. Além de maior e mais desgastante trecho do rali, a sexta etapa – que será a segunda maratona desta edição do rali – percorrerá as temidas areias do Jalapão, de onde muitos competidores não conseguem sair sem problemas. “Espero que nossos contratempos tenham ficado para trás e que possamos passar voando sobre a cabeça desse ‘bicho’ do Jalapão. Aqui no Sertões é sempre assim, em um dia se enfrenta problemas e no outro anda entre os primeiros. Vamos ver como será amanhã”, acrescenta Marcos.
“Se tudo fosse fácil nada teria graça, por isso essas dificuldades que o Sertões apresenta são o grande atrativo da prova. É isso que atrai um grande número de competidores tanto do Brasil quanto do exterior e por isso que o X Rally Team marca presença nessa competição desde 1999”, finaliza o navegador Beco Andreotti.
Texto: Divulgação.
Fotos: Gabriel Barbosa e Marcelo Maragni/ Fotoarena-Divulgação.




