Em sua primeira experiência como chefe de equipe no Rally dos Sertões, Tiago Fantozzi vai mais ouvir que falar. De fora da edição de 2013 na categoria motos por conta de um acidente, uma das lendas do motociclismo fora-de-estrada brasileiro passa por uma nova experiência: vai estar presente no evento, mas sem acelerar.
No comando do staff técnico do X-Rally Team, equipe das duplas Cristian Baumgart/Beco Andreotti e Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Fantozzi estava mais acostumado até então a ser piloto-mecânico-chefe de equipe-motorista da própria equipe. “Nas motos, naturalmente a estrutura é pequena se comparada a uma equipe de carros. A gente tinha de ser tudo ao mesmo tempo e acredito que isso pode fazer um pouco de diferença para mim”, destaca Tiago, que, meses atrás, jamais imaginara estar no Sertões e em um cargo de tamanha magnitude.
“Nunca me imaginei fazendo parte do Sertões dessa forma”, ressalta o motociclista. “Sofri um acidente no ano passado, fiquei fora para me recuperar, mas não estava cem por cento para voltar. Foi um convite inesperado, mas estou feliz. Vai ser uma experiência engrandecedora, com uma das equipes com maior estrutura da América Latina, bem à altura”, revela, elogiando o X Team Rally, cuja sede fica na Zona Norte de São Paulo. “Com o acréscimo dele, acredito que temos uma equipe preparada para este grande desafio que é o Sertões”.
Contudo, Fantozzi mantém os pés no chão quanto ao trabalho que pode apresentar. “O time está redondinho, os carros estão bem acertados, muitas coisas estão preparadas. Como piloto, absorvi muitas coisas e estou mais para ajudar. Vai ser uma experiência nova, não tinha planejado isso e estou adorando. As dificuldades vão surgir, mas estou confortável com toda a estrutura que temos à disposição para enfrentar o que vier”.
A experiência como chefe de equipe pode levar Fantozzi a um dilema ao fim dos Sertões: e se gostar da função, existe a possibilidade de seguir chefiando um time no futuro? “Não sei, gostaria de dividir! Tenho alguns anos como piloto, ainda posso acrescentar muito e tenho disposição para isso. Estou abrindo uma outra porta. Costumo ser metódico, mas deixo o tempo me levar. Se puder acrescentar e se me der um ‘barato’, porque não? Não deixa de ser uma probabilidade. Certamente, se formos campeões, vou comemorar como se tivesse pilotado”, completa.
O Rally dos Sertões de 2013 passa pelas cidades de Goiânia, Goianésia, Minaçu, Pirenópolis, Uruaçu e Porangatu, em Goiás, além de Natividade e Palmas, no Tocantins. Dos 4.115 km de prova, 2.488 (ou 60,4%) são de trechos cronometrados, sendo o mais longo deles com 487 km (295 de especial e 192 de deslocamento), entre Porangatu e Natividade na quinta etapa, chamada de Maratona, pela sua distância.
Texto: XYZ/Divulgação
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