Por Robério Lessa – O mundo sofreu um choque quando nas primeiras horas da última terça (29 de novembro) surgiram as primeiras notícias da que é considerada a maior tragédia do esporte mundial, dando conta da queda do avião modelo Avro RJ85 prefixo CP2933, da empresa boliviana LaMia, nas montanhas de Cerro Gordo, cidade localizada próxima a Medellín, na Colômbia. A aeronave transportava 71 passageiros, dentre a equipe da Associação Chapecoense de Futebol (Chapecoense), profissionais da imprensa e sua tripulação. Foram 71 pessoas mortas e seis feridos.
A dor da perda de um time inteiro, além dos outros passageiros tomou conta do mundo esportivo e, de todas as partes surgiram homenagens e uma onda de solidariedade tomou conta de atletas de todos os esportes.
No Ceará, que teve, neste domingo (04), no Autódromo Virgílio Távora (Eusébio) realizada a quarta rodada dupla do Cearense de Automobilismo, alguns pilotos fizeram questão de estampar em seus carros uma homenagem às vítimas.
Fernando Pessoa, cuja esposa é de Santa Catarina, e amigo dos pilotos Felipe Tozzo e Cesar Bonilha (este último natural da cidade de Chapecó e torcedor do Chapecoense), fez questão de estampar o escudo do clube no capô de seu protótipo ST.
“Não conheço uma só pessoa que não tenha sentido essa tragédia. Tenho ligações com pessoas de Chapecó, e, mesmo que não tivesse, seria justo prestar esta homenagem aos que se foram nessa tragédia. Somos um povo solidário e ligados ao esporte, e a Chapecoense representava um Brasil lutador, um Brasil que saiu do fundo do poço e foi alçando degrau, por degrau de uma escalada fantástica no futebol sul-americano, valorizando as pessoas e a união do grupo. É uma singela forma de levar uma mensagem de conforto aos familiares daqueles que se foram”, revelou Fernando Pessoa.
Os carros da NGM Racing que disputa o Cearense de Marcas, estamparam no alto do pára-brida a hasateg (#forçachape) que tomou conta das redes sociais como forma de homenagem aos que morreram na queda do voo da LaMia.
Alexandre Gualberto, Michel Felisberto e Nonato Rolim também lembraram da importância da homenagem como reconhecimento a um time que mostrou ser possível romper barreiras e buscar seu lugar ao sol a partir de um trabalho sério. Gualberto, que falou pela equipe, também lembrou do lado cristão da homenagem.
“Somos todos filhos de Deus, e, apesar de muitos de nós sequer conhecermos um dos que se foram nesta tragédia, somos tocados pela dor da partida repentina. As vezes passamos nessa vida sem nos importarmos com a dor dos outros, mas Deus nos enviou seu filho para morrer por nós, e a dor de sua morte ainda hoje sentimos, e quando nos deparamos com uma tragédia como essa, acabamos sentindo, de alguma forma, parte da dor da família dos que se foram para outro plano. Decidimos prestar esta pequena homenagem para lembrar que todos somos filhos de Deus, somos uma única família e devemos respeitar a dor de quem a sente”, afirmou Gualberto.
Texto e Fotos: Robério Lessa




