A Fórmula Um desembarca neste fim de semana em Austin, para a realização do Grande Prêmio dos Estados Unidos, a penúltima corrida da temporada. A prova, que foi realizada pela primeira vez no ano passado, vai repetir a mesma escolha de pneus, os duros (Laranja) e os médios Branco).
Austin, no Texas, é um circuito que alterna trechos rápidos com alguns trechos mais lentos e técnicos, sendo um bom teste para verificar a durabilidade dos pneus, pois exige tração nas saídas das curvas lentas, aderência lateral nas mudanças de direção em alta velocidade, que são características fundamentais do circuito de 5,513 quilômetros.
“Os pneus duros e médios são a melhor escolha para o GP dos Estados Unidos, porque é um circuito que coloca várias demandas de alta energia sobre os pneus, então você precisa dos compostos mais duráveis. Há algumas curvas rápidas e muitas mudanças de elevação, neste aspecto, é um pouco parecido com Spa. Quando você tem mais energia atravessando o pneu, há um maior acúmulo de calor, o que aumenta o desgaste e a degradação. Agora que estamos chegando aos EUA pela segunda vez, temos uma melhor ideia do que esperar, enquanto que no ano passado, foi um passo no desconhecido. Os compostos deste ano são mais macios, de modo que podemos esperar dois pit stops na corrida”, disse Paul Hemberyo diretor de Automobilismo da Pirelli,
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Assim como Abu Dhabi, Austin é um dos poucos circuitos no calendário no sentido anti-horário (outros circuitos anti-horário são a Coreia, Cingapura e Brasil). A superfície da pista de Austin, que era nova no ano passado, é muito boa. No entanto, com o passar do tempo, as superfícies em geral, tendem a se tornar um pouco mais abrasivas. Isto acontece porque o betume na superfície é varrido, expondo as pequenas pedras de que o asfalto é feito.
Há dois pontos principais que desafiam particularmente os pneus no circuito de Austin. O primeiro é a Curva Um, o que é incomum num hairpin (curva de 180 graus), no qual os pneus tem que fornecer a tração ideal – mesmo quando frios. A curva 11 também é particularmente exigente a medida que os pilotos iniciam a frenagem fortemente com o carro já virando, criando uma distribuição desigual de forças através dos pneus. Boa aderência do composto é essencial para uma volta eficaz.
Os carros vão utilizar mais as marchas mais baixas e correr sob média pressão aerodinâmica: um acerto que não é muito diferente dos utilizados no GP da Turquia em Istambul – que tem alguns pontos em comum com o Circuito das Américas.
Os três primeiros colocados na América do ano passado (Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso) usaram estratégia de uma parada, largando com o pneu médio e terminando com o duro. A diferença de tempo entre os dois compostos foi de cerca de meio segundo, o que deve ser ligeiramente maior neste ano.
Foto: Pirelli/Divulgação.




