A Pirelli, fornecedora oficial de pneus para a Fórmula Um, prevê que as equipes devam fazer até quatro pit stops no Grande Prêmio da Inglaterra, que será disputado neste domingo (30), no circuito de Silverstone.
A pista inglesa é uma das mais antigos e mais rápidas do calendário da Fórmula Um, e recebeu grandes reformas nos últimos anos. O traçado é rápido, o que significa que muita força G é colocada sobre os pneus, aumentando, consequentemente, o desgaste e a degradação. No passado, mesmo com as equipes utilizando diferentes estratégias, houve corridas com finais bem disputados.
“Silverstone tem velocidade média alta e sequências de curvas rápidas, por isso a corrida será o oposto do Canadá, realizada há três semanas – que era muito mais um ‘para e anda’, embora também exigisse muito dos pneus, mas por razões muito diferentes. Por essa razão, trouxemos os dois compostos mais duros para o GP da Inglaterra, com um novo processo de colagem que une a banda de rodagem à cintura de aço, projetado para eliminar os problemas de delaminação”, diz Paul Hembery, diretor de motorsports da Pirelli.
“Durante os treinos livres em Silverstone teremos o mesmo protótipo duro visto no início desta temporada, que visa uma maior durabilidade do que o equivalente atual. A construção dos pneus não vai mudar, mas como as equipes não experimentaram os pneus que disponibilizamos na sexta-feira na Espanha, terão a oportunidade de testar este novo composto em uma pista diferente para coletar mais dados”, explica Hembery.
Outro fator importante em Silverstone é o clima britânico, muito variável. Por isso, não será nenhuma grande surpresa se os pneus para chuva intermediário (Verde) e chuva forte (Azul) forem utilizados em algum momento. Por essa razão, é muito difícil prever o número de pit stops no dia da corrida. No ano passado vimos estratégias de duas paradas em condições secas, depois de dois dias chuvosos. Mas este ano os compostos são mais macios, por isso, se a pista permanecer seca, poderemos ter entre três e quatro paradas. Devemos estar em posição para fazer uma previsão mais precisa após os treinos livres”, conclui Hembery.




