É esse o nome da mais nova coluna que estreia hoje no Carros e Corridas.
Escrita pelo jornalista e fotógrafo Marc Zimmerman, que atua na cobertura automobilística desde 1993, vai trazer para você leitor do Carros e Corridas, as informações privilegiadas de um dos maiores campeonatos de turismo do mundo, a DTM, sob o olhar de quem acompanha a categoria desde 2004,”in loco”.
Agora você acompanha a primeira coluna assinada por Marc Zimmerman.
Começou no inicio de maio a temporada 2013 da DTM, no circuito alemão de Hockenheim.
Após os testes da pré-temporada, havia algumas duvidas no ar. Como seriam as novas regras com DRS e pneus macios (Option), inspirados na Formula Um? Como seria o desempenho dos cinco novatos da Mercedes ao lado do veterano Gary Paffett. Especialmente Pascal Wehrlein, o mais jovem piloto a andar num DTM com 18 anos, chamou a atenção da mídia europeia. Como seria o desempenho de Timo Glock, vindo da Formula Um? Será ele outro a falhar na tentativa de ir para a DTM?
E para os brasileiros, como será a temporada de Augusto Farfus, melhor estreante do ano passado e o primeiro brasileiro a vencer e marcar a pole na melhor categoria de turismo do mundo?
Internacionalização
A DTM é em si um campeonato alemão, controlado pelo DMSB (versão alemã da CBA), com corridas em cinco países ao longo da temporada. Alem da Alemanha, a categoria terá provas na Áustria, Inglaterra, Holanda e pela primeira vez na Rússia.
Mas o mais interessante é o que esta acontecendo nos bastidores. Os organizadores do Japan GT (um campeonato de turismo fenomenal) usarão as mesmas regras do DTM para sua categoria GT a partir de 2014, ou seja,teoricamente, os carros japoneses e alemães poderão correr juntos, já que usarão o mesmo regulamento técnico. Com isto, abrem-se novas oportunidades para as marcas alemãs participarem de provas no Japão e vice-versa. Após este contrato, a família France (dona da NASCAR e Grand-Am) também mostrou interesse e assinou um pré-contrato para poder usar o mesmo regulamento técnico em uma categoria da Grand-Am a partir de 2015. Resta saber como estes planos se encaixariam com a NASCAR, já que a NASCAR já é uma categoria de turismo top nos EUA.
O final de semana agora tornou-se mais curto, já que os pilotos terão apenas um treino livre no sábado pela manha, a classificação à tarde e a corrida no domingo. Nem todos os fãs gostaram da novidade, mas a ideia é cortar custos.
Os primeiros treinos sob chuva foram dominados pela Audi e Farfus sempre esteve entre os primeiros. A classificação foi emocionante, já que a pista estava secando volta a volta e no final a pole ficou com Timo Scheider, 11ª pole da carreira do alemão, bicampeão da categoria. Em segundo ficou Augusto Farfus e em terceiro Christian Vietoris, ou seja, Audi em primeiro, BMW em segundo e Mercedes em terceiro. Melhor que isto nem em script de cinema.
Um público de quase 90 mil pessoas acompanhou o final de semana da DTM e a corrida foi marcada por surpresas e estratégias diferenciadas. Como os pilotos não podem usar o pneu macio antes da corrida, mas são obrigados a usar durante a corrida, não existe como saber se os pneus se deteriorarão após 5, 8, 10 ou 20 voltas. Os pneus macios são mais ou menos um segundo mais rápidos por volta, mas se deterioram mais rapidamente.
Scheider e Farfus largaram com pneus macios, enquanto Vietoris largou com pneus duros. O alemão Dirk Werner da BMW também largou com pneus duros, da 20ª posição. Após três voltas o DRS foi liberado e Farfus logo passou por Scheider, assumindo a ponta, ate a entrada do Safety-Car na sétima volta, depois que o carro de Adrien Tambay (filho do ex-piloto da Ferrari Patrick Tambay) pegou fogo.
A equipe BMW reagiu bem e rapidamente chamou Farfus para trocar os pneus, enquanto a Audi perdeu o momento certo e chamou Scheider apenas na volta seguinte. A diferença é que após os pitstops, Farfus estava em segundo e Scheider em 19º. Neste mesmo pitstop, Werner colocou os pneus macios. Farfus foi perdendo posições com pneus duros e chegou a cair para o sétimo lugar. Nesta fase da prova o novato Pascal Wehrlein estava liderando, seguido por Timo Glock, que errou na Curva Sachs e teve que parar nos boxes. Após o pitstop, uma roda se soltou e ele abandonou. Já Wehrlein, após a parada nos boxes, foi perdendo posições e terminou a corrida fora da zona de pontos. O grande trunfo da BMW foi ter a coragem de colocar os pneus macios usados em alguns de seus carros e Farfus foi um dos beneficiados.
No final, a vitória de Farfus não foi mais ameaçada e Dirk Werner terminou num fantástico segundo lugar, após ter largado em 20o. Christian Vietoris, com uma estratégia conservadora, terminou em terceiro. Segunda vitoria do curitibano, que se tornou também o primeiro brasileiro a liderar o campeonato da DTM.
Sobre o colunista: Marc Zimmerman é jornalista e fotógrafo e cobre automobilismo desde 1993. Com passagens pelo Brasil, EUA, Canada e Europa, acompanha, desde 2004, o Campeonato Alemão de Turismo (DTM). Já atuou em assessoria de imprensa para pilotos e foi um dos responsáveis pela criação do site Pit Stop em julho de 1997, o primeiro site especializado em automobilismo no Brasil.
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*As opiniões publicadas em colunas expressam a opinião de seus autores.
Fotos: DTM/Divulgação.








