As corridas da segunda etapa da temporada 2015 da Porsche GT3 Cup Challenge serão disputadas neste sábado com o novo layout do autódromo do Velo Città, cujo principal destaque é a “Eau Rouge brasileira”.
A pista de Mogi Guaçu recebeu uma nova alternativa de traçado, com um S de alta substituindo a antiga freada da curva 3. O desenho da curva, aliado ao fato de terminar em aclive, remete à mítica “Eau Rouge”, do circuito belga de Spa Francorchamps -um dos trechos mais míticos do calendário da F1.
“É uma curva muito rápida e com pouca visibilidade no fim. Como ela é em subida, você tem pontos cegos e realmente sente no corpo a diferença na elevação do terreno. É uma curva muito gostosa de fazer e muito desafiadora”, observou o bicampeão da Cup, Ricardo Baptista.
O piloto do carro 27 destacou também a reforma da curva 0, cujo novo traçado permite antecipar a aceleração para a reta principal. “Os carros começam a ganhar a velocidade bastante tempo antes e a tendência é chegar mais rápido no final da reta.” Quarto colocado no campeonato, Ricardo Baptista diz que a alta temperatura nesta quinta e o fato de ter tido o contato inicial com o novo layout da pista não possibilitou ainda um ajuste diferente do tradicionalmente usado em Mogi Guaçu. “A tendência é que permita mudar um pouco o acerto, mas precisamos andar um pouco mais para ter certeza.”
Piloto consultor da Porsche GT3 Cup Challenge e campeão da Stock Car em 2008, Max Wilson argumenta que o fato de a pista ter ficado mais rápida não necessariamente implica em mais pontos de ultrapassagem.
“Na verdade a reta do box mais longa aumenta a chance de ultrapassagem. Porém o circuito antigo tinha uma freada forte antes da curva 3, que agora não existe mais com a adoção do S. Então na média acho que temos menos pontos de ultrapassagem que anteriormente”, pontuou Max, para quem a categoria ganha muito, agora que tem duas opções de layout à disposição para competir no Velo Città.
“Eu particularmente gosto também do circuito anterior. Agora é mais legal ainda porque tem duas opções de traçado. Mais ainda: é muito bacana ter uma pista dentro de um cenário como este, numa fazenda. Já esse S novo, a ‘Eau Rouge brasileira’ é bastante desafiador. É uma curva rápida e cega, em que os pilotos precisam tomar bastante cuidado pois não dá para ver a saída. É uma curva gostosa de fazer. A curva da vitória também ficou muito mais rápida que a anterior.”
A jornada deste final de semana marca o aniversário de 10 anos da Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Exatamente há uma década, em 16 de abril de 2005, 12 carros alinharam em Interlagos para a primeira prova da história da categoria. Entre eles estava Marcel Visconde, que hoje ocupa a quinta posição no campeonato da Cup.
Texto: GT3 Cup Challenge
Fotos: Carsten Horst/Divulgação








