Pelo segundo ano consecutivo, uma quebra prejudicou o brasileiro Lucas Moraes na briga pelo título inédito para o Brasil no Rally Dakar, competição que teve início no dia quatro de janeiro e será encerrada na próxima sexta-feira, dia 17, com percurso realizado na Arábia Saudita. Ainda no quilômetro 17 dos 605 disputados neste sábado (11), o piloto e o navegador espanhol Armand Monleón ficaram parados por quase duas horas para substituir os amortecedores e reparar a suspensão traseira de seu Toyota GR DKR Hilux.
O duo, que vinha em quinto na classificação geral, com chances de brigar pelo pódio ou mesmo a inédita vitória para o Brasil, conseguiu retornar à corrida, mas agora com chances reduzidas na luta pelo pódio. Moraes e Monleón continuarão na prova, em busca de pontos para o Campeonato Mundial de Rally Raid, no qual terminaram em um também inédito terceiro lugar para o Brasil em 2024, já na primeira participação do piloto de São Paulo.
Risco noturno nas dunas – Moraes e Monleón, que no Dakar do ano passado também foram prejudicados por uma quebra, competem na categoria Ultimate, considerada a Fórmula 1 do rally. Outro brasileiro que é destaque neste Dakar é o navegador Cadu Sachs, que compete em um Taurus T3 Max ao lado do piloto português Gonçalo Guerreiro na categoria Challenger, destinada a protótipos leves construídos especialmente para competição. Neste sábado, a dupla ficou na sétima posição. O resultado, no entanto, mantém o duo na vice-liderança da prova na categoria, com a dupla argentina Nicolas Cavigliasso e Valentina Pertegarini (Taurus T3 Max) mantendo a liderança desde o primeiro dia desta 47ª edição do Dakar.
“Foi um dia difícil”, resumiu o piloto Gonçalo Guerreiro, companheiro do brasileiro Cadu Sachs. “Chegamos de noite e esse foi um erro gigante (da organização), ainda há muitos carros na pista (que não chegaram)”, criticou ele, chamando a atenção para o aumento potencial do risco de se andar em alta velocidade pelas dunas do deserto. “Não perdermos nenhum way point (ponto de registro de passagem), mas tivemos mais um pneu furado e, claro, perdemos tempo trocando a roda. De qualquer forma, chegamos ao final e estamos focados em terminar esse Dakar”, finalizou.
Liderança – A vitória na classificação geral da prova, e da categoria Ultimate, foi do Mini X-Raid da dupla Guillaume de Mevius (Bélgica)/Mathieu Baumel (França), com o tempo de 4h34min49s para o percurso de 605km cronometrados. Moraes e Monleón chegaram em 46º e caíram do quinto para o 14º lugar no acumulado das seis etapas disputadas. A liderança na classificação geral é do Toyota GR DKR Hilux da dupla sul-africana Henk Lategan e Brett Cummings, com 32h51min36s para os 3.135km cronometrados percorridos até este sábado. O duo brasileiro Marcos Moraes e Maykel Justo, que conduz um Toyota Overdrive, chegou na 29ª posição e está em 19º lugar no acumulado. Eles também cruzaram a linha de chegada à noite. “Não foi fácil andar nas dunas de noite, mas o Maykel mandou muito bem (na navegação)”, comemorou Moraes. Já o Century CR7 do brasileiro Marcelo Gastaldi e do francês Adrien Metge foi o 19º carro a cruzar a linha de chegada neste sábado e agora ocupa o 22º lugar na soma de todas as etapas na prova.
Segundo números atualizados pela organização, ainda faltam mais seis etapas, que somam 1.735km de trecho cronometrado, ou seja, trilhas válidas para a corrida. Até o momento o Dakar já percorreu 3.135km contra o cronômetro – de um total agora previsto de 4.870. Somando 2.659km correspondentes aos deslocamentos (trechos que não valem para a corrida e que servem para se chegar ao ponto de largada ou voltar ao acampamento), ao final da corrida os competidores terão percorrido 7.529km entre desertos, trechos de piso vulcânico e escarpados.
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Texto: Rodolpho Siqueira.
Fotos: Marcelo Maragni/Red Bull Pool Content




