Uma das mais tradicionais provas da endurance do mundo ganha prestígio ainda maior em 2014 com a unificação das categorias norte-americanas da modalidade. Saem a American Le Mans Series e a Grand-Am e entra o United Sports Car Championship (USCC), que vai reunir todas as melhores pistas, equipes e pilotos. Esta nova fase do automobilismo começa neste fim de semana com as 24h de Daytona. Nada menos que 67 carros estão inscritos nas quatro categorias – protótipos (P), LMPC, GTLM (Le Mans, equivalente à GT2) e GTD (Daytona, equivalente à GT3). E uma das atrações da prova, com largada às 16h de sábado (25), no horário brasileiro de verão, é o mineiro Rafa Matos. Enquanto aguarda sua segunda temporada na Stock Car, com a equipe Hot Car, ele reforça o time da Performance Tech e comanda um protótipo Oreca-Chevrolet V8.
O objetivo é conquistar, pela segunda vez, o relógio Rolex Daytona Perpetual oferecido aos vencedores pela patrocinadora da prova. Em 2008, Rafa integrou o time Speedsource que dominou a categoria GT com um Mazda RX-8. Desta vez, a missão vai ser ainda mais difícil, já que os carros da LMPC nunca completaram a distância de 24h. O mineiro vai ter a missão de qualificar o carro 38, que vai dividir com os rivais na Stock Júlio Campos e Gabriel Casagrande, além dos norte-americanos Tomy Drissi e Ryan Booth.
Como se não bastasse a dificuldade natural de uma maratona que se estende por duas voltas do relógio no traçado de 5.728m, as baixas temperaturas prometem ser uma dificuldade extra, já que a previsão é dos termômetros na casa dos 5°C durante a madrugada. “Como estamos em um carro de cockpit aberto, precisamos de alguns cuidados extras para não congelar. Nos testes, tive de usar luvas de látex para esquentar. Com certeza a exigência física vai ser ainda maior”, explica o piloto.
Rafa se mostra animado depois de os engenheiros terem identificado um problema nos amortecedores dianteiros que comprometia a performance do carro. Sabe, no entanto, que a LMPC promete ser uma das categorias mais complicadas – entre os adversários estão nomes como Bruno Junqueira, Alex Tagliani, o vice-campeão da GP2 Sam Bird e o ex-campeão mundial de turismo (FIA WTCC), Rob Huff. “São muitos times fortes. O desafio vai ser permanecer próximo da liderança nas primeiras 22, 23 horas, para então atacar. Liderar antes da hora acaba sendo uma desvantagem. O importante é fazer tudo certinho nos boxes, tomar as decisões certas e escapar dos acidentes. Não é fácil, mas temos tudo para fazer uma ótima prova”, explica.
Texto: Divulgação
Foto: Vanderlei Soares/Divulgação




