As novas regras sobre o uso do restritor de potência para os motores dos caminhões da Fórmula Truck nem entraram em vigor ainda e já tiram o sono dos líderes do Campeonato Brasileiro, que no dia 3 de julho terá a quinta etapa no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina, cidade do Norte paranaense. Terceiro colocado na classificação geral, Paulo Salustiano, vice-campeão de 2015, usará o restritor de 74 milímetros na entrada de ar do turbo do seu Mercedes-Benz. Por ter liderado a competição na temporada passada, Salustiano já utilizou o aparato mecânico que reduz a força dos propulsores dos lideres com o objetivo de equilibrar ainda mais a mais popular categoria do automobilismo da América do Sul. Em 2015 somente os três primeiros usavam. Hoje são os cinco líderes.
“Esse restritor que eu vou usar em Londrina é o mesmo que usei no ano passado na prova de Guaporé. A gente sente uma perda expressiva da potência do motor, mas a coisa vai se complicar mesmo em Interlagos, onde temos retas longas. Para que as pessoas entendam, usar o restritor é como andar na altitude, onde falta oxigênio para se respirar. Meu objetivo é ficar na frente do Diogo e do Felipe, líder e vice-líder do campeonato”, diz Salustiano.
Ele também destaca vários outros bons pilotos que não usarão o restritor e, consequentemente, poderão usar tudo o que o motor oferece nos 3.145 metros da pista de Londrina.
” O André Marques, o Wellington Cirino, Adalberto Jardim e vários outros bons pilotos virão com tudo para cima da gente e terão uma grande vantagem, principalmente em relação aos três primeiros, pois os restritores do quarto e quinto colocados não pesam tanto assim”.
Apesar das esperadas dificuldades, Salustiano gosta muito do traçado londrinense, pista de sua primeira vitória na Fórmula Truck e onde repetiu a dose e também terminou em primeiro no encerramento da temporada passada, quando perdeu o título para Leandro Totti por dois pontos de diferença: 369 a 367.
“Gosto muito da pista de Londrina, pois tem curvas de baixa, média e alta velocidades e tenho bom restrospecto, com duas vitórias. Usar o restritor equivale a, só para dar um exemplo: o Pachenki correndo a mil metros de altitude, o Felipe a 800, eu a 600, David a 400 e o Alex Fabiano a 200 metros. Só para as pessoas tentarem entender a dificuldade que a redução da entrada de ar no motor provoca”, explica Salustiano.
Texto: Milton Alves/Divulgação
Foto: Luciana Flores/Divulgação




