Apesar do bom desempenho que sempre tiveram na Rússia, desta vez, os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin não alcançaram um bom resultado na abertura da Copa do Mundo de Rally Cross Country, disputada no início desta semana (21 e 22/02) por 24 duplas de nove países, percorrendo 376,5 km sobre neve nas florestas preservadas das regiões de Sortavala e Suojärvi, na República de Karelia, a apenas 5 km de distância da fronteira com a Finlândia. O piloto paulista e o navegador catarinense começaram a sua caminhada para mais um título mundial na sétima posição.
“A corrida foi positiva, a gente tem aprendido cada vez mais sobre neve, tanto na pilotagem como na navegação. Nós estávamos liderando no começo do dia (segunda-feira) e isto é um sinal positivo de que estamos no caminho certo. No ano que vem, estaremos de volta para tentar alcançar o primeiro lugar”, disse o navegador Gustavo Gugelmin.
A vitória entre os inscritos no Mundial ficou com os russos Maris Neiksans/Anton Nikolaev, que cobriram o total de 376,5 km de neve com o tempo de 3h49min42, seguidos dos atuais vice-campeões mundiais, os russos Vladimir Vasilyev/Konstantin Zhiltsov, 1min13s atrás. Campeões mundiais em 2012, Varela/Gugelmin perderam muito tempo atolados e ficaram na sétima posição, a 55min36 do primeiro colocado.
“A gente vinha num ritmo rápido, como tinha que andar, liderando a prova com sete segundos na vantagem sobre o (Vladimir) Vasilyev, mas numa curva esquerda fechada o carro escorregou e atolou na lateral. Como tinha muita neve, o macaco hidráulico não alcançou o fundo da valeta e, então, tivemos que esperar a boa vontade de algum outro competidor para nos rebocar. Depois atolamos novamente, pois encontramos um carro capotado em plena reta”, contou o piloto Reinaldo Varela.
A dupla brasileira começou muito bem a Copa do Mundo de Rally Cross Country 2016. Depois de estabelecer a segunda melhor marca no Prólogo realizado na manhã de domingo (21/2), eles ficaram em terceiro no primeiro dia do Baja Russia – “Floresta do Norte”, entre os inscritos na abertura do certame mundial, já que a prova é válida também pelo campeonato russo, com algumas duplas concorrendo à pontuação apenas para o torneio nacional. No segundo dia, partiram com tudo para assegurar as primeiras posições, mas tiveram muita dificuldade para sair dos atoleiros na neve.
“Foi difícil. Cavar na areia é bem mais fácil do que cavar na neve. A neve queima, é um frio que o pé fica duro. Agora, vamos nos preparar para o ano que vem e a gente aposta que vai sofrer de novo!”, acredita Varela. “Não foi fácil. Na hora de usar a pá, meus dedos dos pés estavam congelados. Tive que tirar as sapatilhas e descongelar os dois dedões porque estavam doendo demais”, complementou Gugelmin.
Nesta primeira etapa do Mundial, Varela e Gugelmin correram pela equipe russa G-Force Motorsports, com o protótipo G-Force Proto, com motor americano V8. “Foi bom que a gente viu que dá pra andar bem, sabemos o ritmo, pegamos mais experiência, andamos com um carro diferente, uma outra equipe, com pontos de vista e acertos diferentes. Foi válido andar por uma equipe local”, assegura Gustavo.
Depois do frio da Rússia, a Copa do Mundo de Rally Cross Country prossegue no início de abril (03 a 07) nos Emirados Árabes Unidos, com a disputa do Abu Dhabi Desert Challenge, que vai ter peso dois na pontuação.
“Faz dois anos que subimos no pódio aqui e estava dando tudo certo para ir para o pódio novamente. Mas corrida é corrida, nem sempre dá pra terminar bem. Mas também não é nada mal, vamos para a segunda etapa com alguns pontinhos na carteira”, encerra Reinaldo Varela.
Texto: Master Mídia Marketing/Divulgação
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