Foi com imensa dificuldade que o piloto Victor Miranda disputou o primeira etapa do 48º Campeonato Brasileiro de Kart, realizado na última semana em Serra (ES) (A segunda fase acontece de 22 a 27 de julho no Kartódromo Internacional Júlio Ventura, na cidade do Eusébio – CE). Mas, apesar de tudo, o jovem piloto – destaque também na Fórmula Júnior – voltou para casa com o troféu de terceiro colocado na categoria mais rápida do kartismo nacional, a Shifter.
As dificuldades começaram antes da disputa propriamente dita, mais exatamente há um mês, quando seu motor, que viera da Itália, foi furtado no kartódromo onde normalmente compete na categoria. Sem equipamento e com apenas duas corridas na Shifter este ano, a convicção de Miranda era de que tudo seria difícil no Brasileiro.
Sem se abater, e contando com a máxima “quanto mais trabalho mais sorte tenho”, Miranda contou com a experiência de Ari Salgado na preparação de chassis e de Fernando Pascual nos motores para superar os problemas e conquistar este grande resultado. Victor Miranda participou de apenas dois treinos, um na chuva e outro no seco, que totalizaram 45 minutos de pista, e mais um breve aquecimento, de apenas sete minutos. Com este tempo para “pegar a mão” do traçado, o piloto obteve o quinto lugar na tomada de tempos.
Duas provas classificatórias depois, quando obteve um sexto e um quarto lugar, ele obteve o direito de largar em terceiro na Pré-Final, que determinaria sua posição no grid da Final, a prova que realmente valeria para definir o campeão. Com uma largada conservadora, ele fez uma corrida também cautelosa e terminou em sexto.
Na grande Final a categoria, que é sinônimo de show em todos os lugares por onde passa, fez uma grande prova e Victor Miranda estabeleceu para si uma tocada conservadora, já que seriam 27 voltas em um traçado de altíssima velocidade e desgaste elevado dos pneus e motor.
A 12ª volta da prova reservou um susto para o piloto com a quebra do apoio e suportes do radiador. Assim, a intenção de cuidar do equipamento aumentou ainda mais e, ao mesmo tempo, começou a funcionar, já que alguns concorrentes tinham problemas maiores, que causavam seu abandono. Com a estratégia funcionando e algumas ultrapassagens, o ótimo terceiro lugar chegou na bandeirada final.
“Foi acima de nossas expectativas e só tenho a agradecer fortemente a Speed Racer, equipe que nos acolheu, nosso eterno parceiro Ari Salgado, ao mago dos motores Fernando Pascual, o Tchê; ao Jefferson Tagliapietra, que sempre acreditou no Victor, e aos nossos patrocinadores”, frisa Helio Miranda, pai de Victor. “E, como bom cristão, não posso esquecer-me de dizer que ‘o bem sempre será vencedor’”, finaliza.
Texto: Erno Drehmer/KG COM/Divulgação
Foto: Erno Drehmer/KG COM/Divulgação




