O habitual reconhecimento de pista sobre uma bicicleta e o shakedown que serviu de primeiro contato dos carros com a pista nesta sexta-feira (20) deram a Bruno Senna a desconfiança de que o e-Prix de Berlin, na Alemanha, poderá ser marcado por batidas fortes. O circuito montado na região central da cidade alemã, próximo da conhecida Alexanderplatz, recebe neste sábado (21) a oitava etapa da temporada 2015/2016.
“Tem algumas curvas com potencial para belas pancas”, resumiu o piloto da Mahindra Racing, citando a de número cinco como a mais preocupante. “É uma freada sobre a ondulação, onde fica difícil controlar o carro. A rotatória das curvas sete, oito e nove também é bastante rápida.”
Embora o shakedown não tenha contado com o serviço de cronometragem, o que impediu uma avaliação inicial do desempenho de cada equipe, Bruno gostou do desenho e das condições gerais da pista. “Por ser de rua, como praticamente todas da Fórmula, até que é bem lisa. Claro que tem bumps aqui e ali, mas de uma forma geral é boa, plana e sem elevações”, elogiou.
Bruno sabe que a principal dificuldade que ele e o companheiro Nick Heidfeld vem enfrentando é no ritmo de classificação. Por isso, a prioridade da Mahindra em Berlin será colocar os carros mais à frente do grid. “Temos algumas ideias do que fazer e viemos também com novas rodas, mais leves, que devem nos ajudar um pouco nesse sentido. Estou otimista para este fim de semana.”
O circuito amplo, na opinião de Bruno, pode induzir os pilotos a uma armadilha. “Como ele induz à velocidade, pode cobrar um preço alto. É preciso saber dosar para não comprometer a estratégia e o consumo de energia, principalmente na corrida. Sabemos que ela será longa, 48 voltas, o que em termos de Fórmula E é bastante coisa. Será um desafio fazer cerca de 25 voltas numa pista que demanda muita energia”, concluiu.
Texto: Márcio Fonseca/Divulgação
Fotos: Shivraj Gohil/MF2/Divulgação
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