Apartir de hoje você acompanha coluna de um dos maiores pilotos brasileiros em atividade. Tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Helio Castroneves compartilha com os leitores do site Carros e Corridas suas experiências ao longo de 12 temporadas na Fórmula Indy.
Hoje Helio fala sobre a experiência que teve no Festival de Velocidade de Goodwood, na Inglaterra. Confira:
Antes da prova de Toronto, uma visita nostálgica à Inglaterra – Helio Castroneves
Depois de ter comparecido ao Festival de Velocidade de Goodwood, aqui na Inglaterra, estou voltando para a América do Norte nesta terça-feira (5), direto para o Canadá, onde teremos no próximo domingo, em Toronto, a nona etapa do IZOD IndyCar Series. Será o nosso segundo giro fora dos Estados Unidos nesta temporada (que será completado em Edmonton no dia 24), pois o primeiro foi quando fomos a São Paulo. Ainda teremos mais um, em setembro, quando vamos correr no Japão. Mas, hoje, gostaria de contar para vocês como foi a minha viagem para Goodwood.
É, realmente, um evento grandioso, muito bem organizado, montado num lugar belíssimo e totalmente dedicação aos apaixonados por carros históricos de competição, como é o meu caso. E o que é mais incrível, muitos deles andando normalmente e há um desfile de pilotos do mundo todo se deliciando em conduzi-los.
A gente fica louco ao ver tantos carros juntos, impecavelmente conservados e muitos deles que falam fundo ao nosso coração. Imaginem vocês como é legal encontrar aqueles mesmos carros de Fórmula 1 ou de Indy que corriam na época em que eu via as corridas pela televisão, em Ribeirão Preto, começando no kart e sonhando em ser um piloto profissional!
E a edição do Festival de Velocidade de Goodwood, neste ano, foi especialíssima, pois teve como tema os 100 anos da Indy 500. Então, diversos pilotos vencedores da centenária prova estiveram em Goodwood acompanhando a belíssima exposição de carros da Indy e, principalmente, acelerando alguns deles.
O público adorou ver carros das coleções dos museus de Indianapolis, da Penske e da Parnelli Jones, além de outros pertencentes a colecionadores particulares. Eu não perdi a oportunidade de pilotar vários deles na pista do complexo de Goodwood, destinada para exibições, e foram momentos muito legais. Entre outros, acelerei o March Cosworth de 1984, Penske Mercedes de 1994 e o Panoz G-Force Toyota de 2003, todos pertencentes à Penske.
E para completar essa viagem muito especial, ontem, segunda, visitei a fábrica da Rolls-Royce Motor Cars e seus carros absolutamente fenomenais, e fui jantar com meus queridos amigos Jackie Stewart e seu filho Paul. Tenho um carinho muito grande pelos dois, pois corri pela equipe que eles tinham, em 1995, quando vim aqui para a Inglaterra disputar o Britânico de Fórmula 3. Ganhei uma corrida em Donington, terminei o campeonato em 3º e tenho boas lembranças daquela época. E algumas muito engraçadas, com no dia em que fui parar numa loja, sem falar uma vírgula de inglês, para comprar um liquidificador. Até a moça entender que eu queria aquela maquininha para fazer minha vitamina de banana, coitada, demorou muito!
É isso aí, amigos, vamos agora para Toronto. É um circuito de rua muito difícil e é, sem dúvida, um dos grandes desafios da temporada. Na próxima semana, espero estar aqui com vocês comemorando um ótimo resultado. Abração e até lá! www.twitter.com/h3lio e press@heliocastroneves.com.
“Coluna publicada originalmente no jornal Metro de 05 de Julho de 2011, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
Fotos: Em Goodwood Helio Castroneves pilotou o March Cosworth da vitória de Danny Sullivan para a equipe Penske na Indy 500 de 1985 e Helio Castroneves e o Panoz G-Force da vitória de Gil de Ferran para a equipe Penske na Indy 500 de 2003 – Por: Steve Shunck/IRL
Agradecimento: Américo Teixeira Jr.




