Graças a uma ultrapassagem sobre o pole Marcos Gomes na quinta volta, André Bragantini conquistou a 11ª etapa do Troféu Linea, disputada na manhã deste domingo no autódromo do Velopark. Paulista radicado em Curitiba, Bragantini fechou a primeira fila do grid e perseguiu Gomes após a largada até superá-lo na freada do esse. A partir daí, beneficiado pela luta pelo segundo lugar que envolveu seis pilotos, Bragantini não encontrou dificuldades para administrar sua segunda vitória na temporada. “Fui privilegiado por essa disputa, porque todos tinham carro para encostar”, reconheceu. Gomes manteve a posição e o pódio foi completado por Popó Bueno. Com mais 12 pontos, Popó igualou-se a Giuliano Losacco e os dois devem decidir o vice-campeonato na prova de encerramento da temporada, marcada para as 13h20.
Gomes até que saiu bem, mas não conseguiu resistir à pressão de Bragantini. “Meu carro estava muito dianteiro no começo da corrida. Depois que ele me ultrapassou, o rendimento melhorou e comecei a chegar nele. Infelizmente, meu motor voltou a apresentar a mesma falhação da véspera”, explicou. Sem conseguir sustentar o ritmo, Gomes segurou o pelotão e os choques na disputa por posições se tornaram inevitáveis. Num deles, Popó tomou o terceiro lugar de Allam Khodair e a manobra estava sendo investigada pelos comissários desportivos depois da prova. “Foi um pódio suado. Não é fácil largar em 8º e terminar em 3º”, comemorou Popó.
Bragantini disse que o resultado da corrida confirmou o excelente desempenho das tomadas classificatórias, quando perdeu a pole – segundo ele – por um erro no último trecho de sua volta lançada na segunda parte do qualifying. “Eu sabia que estaríamos fortes na corrida. Estou contente porque nunca havia andado aqui nesta pista e enfrentei pilotos de ótimo nível como Cacá Bueno, Marcos Gomes e tantos outros”, lembrou.
Pelo sistema de grid invertido, Bragantini sairá em 8º na segunda bateria – Losacco é o pole. Com 60 pontos e na quinta colocação, ainda tem chances matemáticas de levar o vice, mas admite que suas chances são remotas porque a corrida dá 15 pontos ao vencedor e Losacco e Popó têm 73. “O que vier agora é lucro. Quando você ganha primeira prova, qualquer resultado que vier depois está bom”. Com 66 pontos, Khodair ainda está vivo e sonha, a exemplo de Bragantini, recuperar os pontos da desclassificação recebida na etapa de Londrina.
Foto: Carsten Host/Divulgação.




