A falta de definição sobre a realização ou não do Grande Prêmio de Fórmula Um do Bahrein causa preocupação das equipes.
Os conflitos políticos entre xiitas e sunitas provocam temor por parte de muitos integrantes do circo da Fórmula Um. No Bahrein, o governo sunita sofre pressão da maioria xiita para que esta tenha mais espaço no comando do país, que é governado pelo Rei Hamad.
Em 2011, o GP foi cancelado devido aos violentos conflitos entre manifestantes contrários ao governo sunita. De lá para cá, a situação no país não tem melhorado e a realização da corrida tem sido alvo de constantes ameaças.
Um passeio pelas ruas da capital barenita (Manama) é possível ver pichações (abaixo uma reprodução da rede Al Jazeera que percorreu o mundo e foi publicada em vários sites e jornais) e cartazes condenando a realização do GP de Fórmula Um.
Na última sexta (o6) centenas de pessoas realizaram manifestação pela libertação de Abdel Hadi Al Jawaja, um militante preso que completa dois meses em greve de fome enquanto os conflitos não cessarem. No protesto várias pessoas pregavam a não realização da prova.
A situação é tão grave que motivou a convocação de uma reunião de emergência durante o final de semana do GP da China para discutirem se devem ou não boicotar o GP barenita na semana seguinte.
De acordo com o jornal inglês The Guardian, um chefe de equipe que não quis se identificar, se disse “desconfortável em ir para o Bahrein”, e ainda citou ser inaceitável, tanto para a Fórmula Um quanto para o país, a realização da prova.
Na contramão das equipes, dirigentes da categoria e organizadores da prova, alegam que a prova deve acontecer e que tudo está certo no país.
No entanto, além da reunião, as equipes já armam um ‘plano B’ caso o GP do Bahrein seja cancelado e as escuderias tenham que voltar de Xangai direto para a Europa.
De acordo com o diário britânico The times, engenheiros, mecânicos e demais membros das equipes receberam dois tipos de passagens aéreas para o próximo domingo, após o GP de Xangai. Um dos tipos tem destino a Manama, capital do Bahrein, enquanto o outro foi marcado com retorno à Europa.
Con informações da F1Mania.net
Reproduções da Al Jazeera





