Constantino Júnior venceu pela terceira vez uma prova da Porsche Cup realizada como preliminar do GP do Brasil de Fórmula Um. O campeão da categoria em 2011 resistiu ao assédio do líder do campeonato, Ricardo Rosset, e conseguiu o que os europeus chamam de “grand chelem”: largar na pole position, fazer a melhor volta e vencer a prova liderando de ponta a ponta.
Constantino e Rosset disputaram a liderança durante toda a corrida. Apesar de não ter havido troca de posições, a expectativa de uma ultrapassagem durou até a última volta, com o vencedor recebendo a bandeirada com apenas três décimos de segundo de vantagem. Pedro Queirolo, terceiro no grid, foi ultrapassado por Marcel Visconde na primeira curva, mas logo em seguida se recuperou e voltou à posição original, na qual terminou a corrida. Para isso, precisou resistir à aproximação de Roberto Posses, quarto colocado e vencedor entre os pilotos inscritos na classe Master. Marcel foi o quinto colocado depois de uma bela disputa com Clemente Lunardi. Este último foi um dos grandes destaques da prova: não participou de nenhuma sessão de treino, largou em último e recuperou-se para finalizar em sexto.
Ricardo Baptista, vice-líder do campeonato, também fez uma prova de recuperação. Com problemas nos treinos, ele alinhou em 17º lugar. Conseguiu subir para oitavo e, na última volta, ultrapassou o sétimo colocado, Daniel Paludo. Mas Tom Valle, que vinha atrás dos dois, levou a melhor e ganhou as duas posições, deixando Baptista em oitavo e Paludo em nono. Maurizio Billi, líder do campeonato na Master, fechou em décimo lugar e ficou em quarto entre os pilotos de sua classe.
O resultado da prova da Porsche Cup preliminar do GP do Brasil de Fórmula Um deixou três pilotos com chances matemáticas de chegar ao título da temporada. Rosset passa a ter 24 pontos sobre Baptista, mas a pontuação dobrada na última corrida do ano faz com que 66 pontos estejam em jogo na última rodada dupla da temporada, em dezembro. A pontuação dobrada permitiu também que Constantino entrasse na briga pelo título, embora suas chances sejam meramente matemáticas: ele está 60 pontos atrás do líder.
“Há chances, mas nem adianta eu pensar muito nisso. Sobre a corrida, foi difícil porque o Rosset ficou atrás e eu não podia errar”, dizia o vencedor após receber o troféu no pódio. Rosset, por sua vez, admitiu ter arriscado menos do que de costume, pensando no campeonato: “Eu era avisado pelo rádio sobre a posição do Baptista e ele estava sempre em oitavo. Mantive o segundo lugar e esperei um erro do Constantino, mas ele não errou”. Queirolo, terceiro, falou sobre a disputa com Posses, vencedor da classe Master: “O ‘velhinho’ guia muito e me deu trabalho no final”. Baptista, vice-líder do campeonato, explicou que seu carro saía de frente. “Isso tornou muito mais difícil eu ir para cima dos outros. Consegui ultrapassar o Paludo no fim, mas o Tom se aproveitou da disputa e passou para sétimo”.
Texto: Divulgação
Foto: Luca Bassani/Divulgação




