Só esse primeiro parágrafo credencia Bia Figueiredo a sonhar mais alto no automobilismo e poder um dia levantar a bandeira brasileira nas pistas mais famosas do mundo. Entre um compromisso e outro, Bia respondeu nosso pedido de entrevista e a partir de agora você acompanha esse bate-papo com uma brasileira cheia de garra e vontade de estar no lugar mais alto do pódio.
Carros e Corridas – Você está na terceira colocação do Campeonato da Indy Lights 2008, faltando quatro etapas para o final. São 44 pontos que a separa do Líder Richard Antinucci. Você acredita que pode superá-lo? Você acha que pode reverter essa vantagem sem depender dos resultados negativos dele?
Carros e Corridas – Você acredita que alguns pilotos possam dificultar as coisas para você nesta disputa só porque é uma mulher superando um homem?
Bia Figueiredo – “Pode acontecer. Isso sempre aconteceu comigo, desde o kart. Os garotos sempre dificultam ao máximo. Mas já estou acostumada com isso. Aqui na América os pilotos são mais acostumados a correr com mulheres, mas sempre tem um pouco de preconceito”.
Bia Figueiredo – “Aqui nos Estados Unidos o apoio à mulher é muito maior que no Brasil. Os americanos adoram ver mulheres competindo nas pistas. Um exemplo disso é o fenômeno que é a Danica Patrick aqui”.
Carros e Corridas – Após a sua vitória muitos brasileiros tomaram conhecimento de que existe uma piloto tão, ou mais, competitiva que muitos marmanjos disputando uma categoria de acesso a uma categoria de ponta no automobilismo mundial. Com essa vitória você espera que haja mais espaço para as mulheres que sonham com esse tipo de competição no nosso país?
Bia Figueiredo – “Acredito que o número de mulheres pilotos só vai aumentar. Geralmente mulheres não gostam muito de velocidade e algumas que gostam muitas vezes não têm o apoio da família ou recursos para correr. Vendo o sucesso de uma compatriota isso pode ajudar”.
Bia Figueiredo – “É algo que acontece muito, mas não me incomoda. Evito as comparações, pois nunca vou ser a Danica ou o Helio Castroneves. Sempre serei a Bia”.
Bia Figueiredo – “Minha meta nesse momento é a Indy”.
Carros e Corridas – O que você diria para quem pretende iniciar a vida no automobilismo, seja homem ou mulher?
Bia Figueiredo – “É importante começar cedo, entre 10 e 14 anos no kart. O apoio da família é fundamental. É um esporte que exige muita determinação, disciplina, recursos financeiros e trabalhar com as pessoas certas”.



