O brasileiro Jaime Melo e seu parceiro finlandês Toni Vilander viveram altos e baixos neste sábado (9), na terceira etapa da American Le Mans Series. A dupla da Risi Competizione, que ocupava o último lugar no grid geral da corrida no Lime Rock Park, em Lakeville, empreendeu uma notável atuação de recuperação, que trouxe a expectativa da primeira vitória no ano, mas abandonou a disputa por conta de problemas eletrônicos na Ferrari F458 Italia número 62.
O último lugar no grid foi decorrência de um acidente entre Vilander e Bill Auberlen nos treinos livres da sexta-feira (8). A dupla ficou fora dos demais treinos e os mecânicos da Risi trabalharam até a metade da madrugada do sábado para o carro estar na pista pela manhã, no treino de aquecimento. “O trabalho de todos foi incrível, o carro tinha sofrido danos sérios, e no warm up estava tão competitivo quanto estava no treino, antes do incidente”, avalizou Melo.
Foi Vilander quem largou para cumprir o primeiro trecho da prova. De 31º no grid geral, já aparecia em 20º depois de duas voltas. Na quinta, era o 15º, nono entre os pilotos da classe GT. Um acidente envolvendo vários carros depois de 20 minutos de corrida tirou da disputa três dos carros da GT. Em menos de uma hora de corrida, o finlandês já figurava em terceiro lugar na categoria com o carro que fora praticamente reconstruído depois do acidente na véspera.
A corrida chegava aos 56 minutos – a duração total foi de duas horas e 45 minutos – quando a Risi Competizione aproveitou a primeira intervenção do safety car para alterar sua estratégia. Vilander passou o comando do carro a Melo, que já havia recuperado o terceiro lugar da GT quando teve de procurar o caminho dos pits com problemas na ignição do carro. Sem ter identificado a causa do problema, a equipe texana confirmou a retirada de seu carro da disputa.
“Claro que estamos desapontados, e bastante, mas não posso dizer que seja uma surpresa completa para nós. Temos enfrentado dificuldades com a parte eletrônica do carro”, lamentou Melo. “A gente tinha se preparado para uma corrida bem difícil contra duas BMW, dois Corvette e dois Porsche, e no fim estava só contra uma BMW e um Porsche. Eu tenho certeza que a gente teria ido ao pódio, talvez numa posição melhor que o terceiro lugar”, acrescentou.
O brasileiro destacou a estratégia de uso dos pneus Michelin durante as quase três horas de corrida. “Nossa estratégia estava funcionando muito bem, e a gente estava firme indo para o fim da corrida. O mais importante neste momento é que eu tenho de agradecer muito, muito mesmo, o Toni. O trabalho dele para levar o nosso carro lá para a frente foi simplesmente fantástico”, finalizou Melo. A quarta etapa, no dia 24, será na pista canadense de Mosport.



