Com o início oficial do inverno na última segunda-feira, os pilotos e equipes do Mercedes-Benz Challenge vão ao circuito gaúcho de Tarumã para a terceira etapa do torneio de olho na temperatura. A prova, a ser realizada no próximo domingo (26), pode ser marcada por baixas temperaturas, algo que certamente terá influência no comportamento dos pneus e, consequentemente, na pilotagem e ajuste dos carros. Além disso, os competidores entrarão na pista pela primeira vez desde a instalação de uma chicane entre as curvas 2 e 3, construída em 2014 para aumentar a segurança naquele trecho. Segundo os pilotos, a freada antes da chicane será determinante para a primeira metade da corrida.
Outra novidade é a estreia da divisão CLA AMG Cup no circuito gaúcho localizado no município de Viamão, a 40 quilômetros de Porto Alegre. A categoria foi criada em 2014, mas o torneio não compete em Tarumã desde 2013, quando realizou uma rodada dupla da C 250 Cup, com vitória do gaúcho Márcio Campos e do mineiro Edson Coelho Júnior. “Nossa equipe fez um treino em Tarumã há 60 dias justamente para nos adaptarmos ao carro naquele traçado”, revela o paulista Fernando Amorim, da Sul Racing, parceiro do também paulista Fernando Fortes, vencedor da etapa anterior, em Goiânia (GO). “Minha conclusão é que o CLA é muito eficiente naquela pista, pois tem ótima tração na dianteira e isso oferece mais estabilidade no contorno das curvas de alta velocidade”, avalia o piloto.
Fortes destaca a importância da nova chicane na prova do Mercedes-Benz Challenge: “Você é obrigado a reduzir bastante a velocidade – o que é bom, pois aquele trecho era perigoso. Do ponto de vista da competição, vai ser um elemento decisivo, pois muita coisa em termos de posição será decidido naquela freada logo após a largada. Mas, como os pneus ainda não estarão na temperatura ideal, será preciso cuidado para controlar o carro ali”, prevê Amorim.
A perspectiva de temperaturas mais baixas do que as enfrentadas na etapa anterior – Goiânia, onde o calor superava os 30 graus – e suas consequências na aderência dos pneus também está no centro das atenções dos pilotos da C 250 Cup. “Nosso motor é eficiente com temperaturas amenas, então na parte mecânica estamos muito tranquilos”, diz Beto Rossi, da equipe RSports. “Os pneus devem trabalhar idealmente a 100oC e, caso a temperatura seja baixa, é difícil superar os 80 graus logo de cara. Isso reduz a aderência e, para ser rápido, o piloto tem que arriscar mais, vir ‘com a faca entre os dentes’”, compara Rossi. “Por exemplo, no treino que define o grid, com a temperatura na casa dos dez graus, a volta boa do pneu novo não será mais a segunda, mas a quarta ou quinta. Na largada, com os pneus ainda longe da temperatura ideal, todos terão que ter muita atenção para andar rápido e com segurança”, diz o piloto.
Outro detalhe importante é a própria característica do circuito, considerado o mais veloz do Brasil. “A curva 1 é a mais radical do automobilismo nacional”, informa Beto Rossi. “Quer ver um piloto se sentir realizado? Basta dar a ele a chance de ultrapassar alguém por fora na curva 1 de Tarumã. Isso diz tudo”, exemplifica Rossi, dando a entender que, se pode ser a mais fria em termos de temperatura, a corrida no circuito gaúcho tem tudo para ser uma das mais quentes em emoção e competitividade.
O Mercedes-Benz Challenge retorna a Tarumã com suas duas divisões vivendo momentos de grande competitividade, como mostra a briga pela liderança. Na CLA AMG CUP, o líder Arnaldo Diniz tem 35 pontos e tem vantagem de apenas dois em relação ao vice Fernando Fortes. Já na C 250 Cup, Claudio Simão lidera empatado com a dupla Marcos Paioli/Peter Gottschalk Júnior, também com 35 pontos.
Texto: BestPR Comunicação/Divulgação
Foto: Fabio Davini /Divulgação




