Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
“Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!”. É isso aí, galera, começo a minha coluna cantarolando um Feliz Aniversário para a cidade de São Paulo, que completou 458 anos. Jovem ainda, firme, forte e bonitona, a cidade onde nasci há 36 anos sempre me recebe de braços abertos. Uma cidade tão grande como essa, num misto de coisas maravilhosas e problemas de difíceis soluções, quero deixar aqui o meu abraço, em particular, para o prefeito Gilberto Kassab, que está ao lado da Indy para o que der e vier.
Mas enquanto muita gente na cidade vai curtir e feriadão de amanhã, eu estou aqui nos Estados Unidos trabalhando em várias frentes. Uma delas é a respeito das atividades promocionais que estão aceleradas, já de olho na abertura da temporada em St. Petersburg. Mas é sobre uma outra que quero me alongar um pouco mais, que é referente ao nosso DW12 Chevrolet.
Como vocês sabem, na semana passada pude, pela primeira vez, testar o carro novo. Foram dois dias na pista de Sebring e posso dizer com toda a certeza que foi de uma utilidade enorme. É claro que há um trabalho grande pela frente para chegar ao nível de acerto que eu e meu pessoal do Team Penske desejamos, mas já deu para perceber que o carro é muito bom.
A nova concepção aerodinâmica permite uma margem de acerto mais ampla, assim, os engenheiros ficam mais livres para desenvolver soluções que melhorem a performance. O motor Chevrolet é impressionante, extremamente ágil, com respostas imediatas e um funcionamento muito consistente, seja em alta, seja em baixa rotação. Não treinei ainda em ovais, mas fico imaginando o que será “sentar o sapato” nessa “barata” em Indianápolis!
Há algum trabalho a ser feito na distribuição de peso, pois as diferentes pistas que utilizamos exigem pacotes diferenciados de acertos e esse quebra-cabeça tem de começar do zero. Mas é justamente essa a graça da coisa, o desafio que se apresenta, uma nova motivação que se soma àquela perene, que está sempre comigo.
Pensando bem – lá vou eu filosofar um pouco – eu acho que sou movido pela paixão. O oxigênio que respiro não chega aos pulmões se não for “aditivado” pela enebriante sensação de estar apaixonado. E esse sou eu, apaixonado por minha profissão, minha mulher, minha filha, minha família, meus fãs e, sobretudo, por Deus.
Então, permitam-me os queridos Leitores fazer da coluna de hoje um testemunho de amor, fé e paixão, pois as molas que devem sustentar o mundo e fazer da vida de cada ser humano na Terra algo melhor não são o dinheiro, o poder, a fama. Isso vem e vai, “como uma onda no mar”, como diria o Lulu Santos. O que move tudo é a paixão, fé e amor. Do resto, a gente corre atrás. Abraço fraterno, excelente semana para todos e fiquem ligados.
Coluna publicada originalmente no jornal Metro, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
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Foto: Divulgação – Castroneves Racing.




