Acompanhe no Carros e Corridas a nova coluna do jornalista Eduardo Abbas.
Na terra das mil e uma noites, foi preciso apenas um dia e uma noite para se entender que nada mudou. Não mudou e dificilmente vai mudar até o fim dessa temporada, o tetracampeão praticamente não tomou conhecimento dos seus mais diretos adversários.
Foi uma corrida até certo ponto chata, culpa evidentemente de uma regra besta de troca dos pneus que, acredito estar próximo, o dia em que os carros nem vão precisar mais mudar seus “sapatos” por superarem com muita tecnologia a barreira dos compostos que a Pirelli procura desenvolver cada vez mais degradáveis. A corrida árabe serviu mesmo é para colocar as coisas no seu devido lugar, caso alguém ainda tivesse dúvidas.
Para ser mais prático e rápido, posso dizer em poucas palavras que: Vettel é muito superior aos outros; Alonso é bom e sempre vai mandar na Ferrari; Kimi vai se tornar um problema a curto prazo; Hülkenberg é o cara do ano e da vez; a Mercedes é a grande rival da Red Bull; a Lotus vai superar Ferrari e o resto, na verdade pouco ou nada importa.
Na semana que vem eles chegam ao Texas para a penúltima etapa e logo na semana seguinte, Interlagos. Essas corridas não valem nada, tem apenas o interesse de equipes em se colocarem melhor para receberem uma ajuda maior, mas tirando essa “disputa” o que interessaria é o novo posicionamento dos bancos, coisa que meu passarinho garantiu, deve acontecer em Austin e se não rolar vai apenas servir de motivo para venderem mais caros os lugares para o ano que vem.
Nesse fim de semana vai ser decidido o título da MotoGP e a conta é fácil, Lorenzo tem que ganhar e o Marc chegar em quarto pra ele conquistar o tri. Acho pouco provável a formiga atômica não levar essa no primeiro ano, apesar de ter o garoto enxaqueca jogando contra, terceiro é fácil até porque a diferença dele para o Valentino na pista é muito grande. Realmente a hora da verdade chega bem favorável ao Marquez, na Valencia das deliciosas paellas, o sabor da conquista pode e vai ser mais agradável. Torço por uma corrida limpa, sem aquelas ajeitadas de fim de campeonato e que o melhor leve o título, inclusive pelo fato da Honda finalmente ter encontrado um piloto a altura de sua capacidade.
Vou ficando por aqui, ainda triste com o rumo que o Brasil tomou com relação à formação de novos pilotos. Surgem sempre novas categorias turismo e nunca se pensa em Fórmula, não formamos ninguém para chegar à MotoGP, e no automobilismo vivemos de pescarias de alguns talentos para tentar encher nosso barco de peixes, mas, com respeito ao título da coluna, não existe nada como um dia e uma noite para se refletir melhor o que fazer amanhã, desde que, é claro, não exista um Vettel no meio.
A gente se encontra na semana que vem!
Beijos & queijos
Eduardo Abbas, um dos mais respeitados profissionais de imprensa, especializado em automobilismo e industria automobilística. Dentre suas realizações destacam-se a criação e direção do programa Linha de Chegada, a direção do programa Grid Motor, a produção da Stock Car e toda parte de motorsport do canal Sportv. Abbas foi também produtor da Fórmula Um na Rede Globo desde 1990 e é atual membro da ABIAUTO (associação brasileira da imprensa automotiva). Também atua como consultor na área de comunicação e automobilismo.
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Fotos: Red Bul Racing e Moto GP/Divulgação.
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