Disputas intensas, três compostos de pneus em jogo e múltiplas táticas renderam um grande espetáculo para o público até a linha de chegada. Norris venceu, Antonelli brilhou e Verstappen, largando dos boxes e subindo no pódio em terceiro lugar.
O Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 entregou um dos espetáculos mais empolgantes da temporada, com uma ampla variedade de estratégias de pneus envolvendo os três compostos disponíveis levados pela Pirelli, fornecedora de pneus para a F1. O resultado foi uma corrida dinâmica, movimentada e repleta de disputa até os instantes finais.
Havia a expectativa der que a chuva pudesse dar “o ar da graça” durante a corrida disputada neste domingo (09), no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo, tanto que a umidade relativa do ar chegou a registrar o índice de 71% e o céu encoberto e a temperatura de 17ºC deixava a sensação de que, a qualquer momento poderia haver precipitação. No entanto, ela não veio.
O inglês Lando Norris, da McLaren, conquistou sua segunda vitória consecutiva após um fim de semana impecável. Foi pole-position na corrida Sprint, venceu a prova de tiro curto, cravou a pole para o GP São Paulo e, com a vitória, amplia sua liderança no campeonato abrindo uma vantagem de 24 pontos sobre seu principal adversário na luta pelo título e também companheiro de equipe, o australiano Oscar Piastri.
O italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, assegurou o melhor resultado de sua jovem carreira ao chegar em segundo após segurar um impetuoso Max Verstappen nas voltas finais da Prova.
Max Verstappen, da Red Bull, que foi eleito o piloto do dia, largou dos boxes, teve uma parada extra por conta de um furto no pneu de seu carro e, como salientou Antonelli, transformou as últimas voltas da corrida em algo extremamente estressante para o piloto da Mercedes ao tentar, de todas as formas segurar os ataques do holandês. Ao final Max não logrou êxito em seu tento e completou o pódio em terceiro, o que foi um feito incrível, aplaudido que foi por torcedores de todas as equipes presentes às arquibancadas e camarotes no autódromo paulistano.
Gabriel Bortoleto – O piloto brasileiro Gaberiel Bortoleto não concluiu a prova. Acabou tendo um toque de corrida com o canadense Lance Stroll no chamado Bico de Pato e viu seu fim de semana desabar de vez. Bortoleto sofreu um forte acidente no sábado (08) e largava de 18º por conta das punições dadas a Sebastian Ocon e Max Verstappen, que tiveram de largar dos boxes.
Gabriel não culpou Strol pelo toque. “Não vou vir aqui apontar dedo pra ele, apontar dedos aqui, era apenas a primeira volta. Eu tinha feito uma ultrapassagem no Colapinto, e estava lado a lado com Lance, ele sabia que eu estava do lado de fora e enganchou a minha asa dianteira com a roda dele e peguei a grama e não tinha o que fazer. Uma Pena. Faz parte do aprendizado, eu queria fazer melhor no meu país, na frente do público, mas isso é de corrida e tenho certeza que não foi proposital”, afirmou.
A estratégia de Pneus – A estratégia de pneus teve papel central na corrida, disputada em condições frias e desafiadoras. O domingo começou com garoa intermitente e temperaturas de pista que não passaram dos 29ºC, exigindo cautela e adaptação das equipes.
Na largada, os três compostos estavam presentes no grid. Antonelli, partindo em segundo, apostou nos pneus macios para tentar superar Norris, que iniciou com os médios. Porém, um safety car logo na volta inicial — seguido por um virtual safety car — neutralizou o ritmo da prova e reduziu o desgaste dos pneus em um momento crítico da corrida, quando os carros ainda estavam pesados de combustível.
Verstappen, que começou dos boxes com pneus duros, acerto renovado e motor novo, avançou rapidamente até o pelotão intermediário antes da volta 10. No entanto, um furo causado por detritos de incidentes obrigou o tricampeão a uma parada antecipada para colocar pneus médios, reiniciando seu trabalho de recuperação.
Na disputa pela liderança, a McLaren dominou boa parte da prova, adotando a mesma estratégia de duas paradas com os compostos médio, macio e novamente médio. Oscar Piastri, contudo, teve seu desempenho prejudicado por uma penalidade de 10 segundos, consequência do incidente que provocou o virtual safety car.
Verstappen optou por uma estratégia de três paradas utilizando os três compostos e, mesmo assim, terminou a apenas 10 segundos do líder ao final das 71 voltas .
Apesar de a maioria dos pilotos ter realizado duas paradas, Liam Lawson (Racing Bulls) e Nico Hülkenberg (Sauber) conseguiram marcar pontos utilizando diferentes estratégias de apenas uma parada. No total, sete variações distintas de táticas foram empregadas pelos 17 pilotos que concluíram a prova.
Confira o resultado final da corrida em São Paulo:
1) Lando Norris (McLaren/Mercedes)
2) Kimi Antonelli (Mercedes)
3) Max Verstappen (Red Bull/Honda RBPT)
4) George Russell (Mercedes)
5) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes)
6) Oliver Bearman (Haas/Ferrari)
7) Liam Lawson (Racing Bulls/Honda RBPT)
8) Isack Hadjar (Racing Bulls/Honda RBPT)
9) Nico Hülkenberg (Sauber/Ferrari)
10) Pierre Gasly (Alpine/Renault)
11) Alexander Albon (Williams/Mercedes)
12) Esteban Ocon (Haas/Ferrari)
13) Carlos Sainz (Williams/Mercedes)
14) Fernando Alonso (Aston Martin/Mercedes)
15) Franco Colapinto (Alpine/Renault)
16) Lance Stroll (Aston Martin/Mercedes)
17) Yuki Tsunoda (Red Bull/Honda RBPT)
Não completaram a corrida:
Lewis Hamilton (Ferrari),
Charles Leclerc (Ferrari)
Gabriel Bortoleto (Sauber/Ferrari)
A próxima etapa da Fórmula 1 será disputada no dia 23 de novembro, com a realização do Grande Prêmio de Las Vegas, nos Estados Unidos, a antepenúltima etapa do ano. Depois ficarão faltando o GP do Catar, em Losail, no dia 30 de novembro e a última etapa da temporada, o GP de Abu Dhabi, no circuito Yas Marina, no dia sete de dezembro.
Confira a classificação do Mundial de Pilotos:
01 – Lando Norris – 390 pontos
02 – Oscar Piastri – 366 pontos
03 – Max Verstappen – 341 pontos
04 – George Russell – 276 pontos
05 – Charles Leclerc – 214 pontos
06 – Lewis Hamilton – 148 pontos
07 – Kimi Antonelli – 122 pontos
08 – Alexander Albon – 73 pontos
09 – Nico Hulkenberg – 43 pontos
10 – Isack Hadjar – 43 pontos
11 – Fernando Alonso – 40 pontos
12 – Oliver Bearman – 40 pontos
13 – Carlos Sainz – 38 pontos
14 – Liam Lawson – 36 pontos
15 – Lance Stroll – 32 pontos
16 – Esteban Ocon – 30 pontos
17 – Yuki Tsunoda – 28 pontos
18 – Pierre Gasly – 22 pontos
19 – Gabriel Bortoleto – 19 pontos
Confira a classificação do Mundial de Construtores:
01 – McLaren – 756 pontos
02 – Mercedes – 398 pontos
03 – Red Bull – 366 pontos
04 – Ferrari – 362 pontos
05 – Williams – 111 pontos
06 – Racing Bulls – 76 pontos
07 – Aston Martin – 72 pontos
08 – Haas – 70 pontos
09 – Sauber – 62 pontos
10 – Alpine – 22 pontos
Texto: Com informações da Pirelli Motorsport.
Fotos: Pirelli Motorsport
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