Chegou ao fim a 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões, que apresentou aos seus 235 competidores um dos roteiros mais difíceis de toda a sua história. Após percorrem um percurso de quase 4,5 mil quilômetros por seis Estados – Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará -, pilotos e navegadores chegaram ao Beach Park, em Fortaleza (CE), nesta sexta-feira (20/08). Na categoria quadriciclos, que contou com 15 inscritos, o campeão da prova foi o polonês Rafal Sonik (Yamaha 900).
Para conquistar o seu primeiro título no Rally dos Sertões, “Super Sonik”, como também é conhecido em seu país de origem, ganhou cinco das dez etapas – terceira, quarta, sexta, sétima e nona – disputadas e completou a prova com mais de duas horas de vantagem para o vice-campeão. Nesta sexta-feira, quando foi disputada a décima – e última – especial, entre Sobral (CE) e Fortaleza (CE) – vencida pelo brasileiro Robert Nahas (Protótipo) -, o polonês completou na segunda colocação.
“Fui muito cuidadoso no início do rali, porque eu sabia que seria muito longo e difícil, um desafio enorme. Depois fui conhecendo melhor, estudando mais as planilhas, e fui gradativamente aumentando o ritmo. Os obstáculos daqui são muito particulares, então eu lia e relia o roadbook diversas vezes. Estou extremamente feliz por ter disputado o Sertões pela primeira vez, e principalmente tê-lo vencido, correndo contra tantos pilotos experientes e rápidos. Um clima excelente, as paisagens de tirar o fôlego… O Sertões me trouxe muita adrenalina, fui muito bem recebido por todos”, comentou Sonik.
“Meus amigos costumam me chamar de “Super Sonik”, e no último Dakar algumas pessoas da organização disseram que eu era pretensioso. Acho que é apenas uma questão de você fazer aquilo a que se propõe no esporte em que você está. Esse apelido foi a conseqüência de meus resultados somados ao meu sobrenome, nada demais. O Rally dos Sertões foi extremamente limpo. Havia muita competição nas especiais, mas depois que entregávamos o cartão de controle, todos eram amigos. Fiquei impressionado com isso. A organização aqui foi fantástica, e se aumentarem o trajeto em mais dois mil quilômetros, teremos um Dakar aqui, com certeza. É um evento que tem tudo para ser o melhor do mundo no seu segmento”, completou o polonês.
A bordo de um Yamaha 700, o brasileiro Francinei Costa, que disputou o Sertões pela primeira vez na carreira, foi o vice-campeão. Sergio Klaumann (Honda 700), em terceiro, completou a relação dos três melhores entre os quadris da edição comemorativa de 18 anos da prova.
“Valeu demais ter disputado o meu primeiro Sertões. O rali foi ótimo e buscar o (Rafal) Sonik seria muito complicado, pois ele tem muita bagagem e um equipamento bem acertado. Estou com a sensação de dever cumprido. Gosto e tenho prazer de andar de quadri e o resultado é conseqüência. Por isso, o vice é uma vitória para mim. Superei as minhas próprias expectativas”, disse Francinei, que também é conhecido por Nei Costa.
Foto: Theo Ribeiro, Gabriel Barbosa/webventure/Divulgação



