Os dois primeiros treinos livres para a nona etapa da Stock Car – que será realizada neste domingo (30) no Autódromo de Tarumã, em Viamão, na Grande Porto Alegre -, deixaram ao menos uma certeza nos pilotos da equipe paranaense Prati-Donaduzzi. Na opinião da dupla Ricardo e Rodrigo Sperafico, o desgaste de pneus será o grande inimigo do fim de semana em um circuito que é considerado um dos mais rápidos da temporada.
O asfalto abrasivo de Tarumã não é novidade para os pilotos, e o elevado consumo de borracha já era, inclusive, esperado pelas equipes. O que mudou no planejamento da Prati-Donaduzzi após os primeiros ensaios no Rio Grande do Sul é que, a partir deles, foi possível mensurar o consumo dos pneus e definir, com maior grau de precisão, a estratégia para a corrida.
“A Stock Car não corria em Tarumã desde 2009, então precisávamos de informações atualizadas sobre a pista para saber, de fato, o que esperar durante a corrida. Ao longo da prova, os tempos de volta devem piorar cerca de três segundos em relação às marcas obtidas com pneus novos”, declarou Rodrigo Sperafico.
A sexta-feira começou positiva para Ricardo e Rodrigo Sperafico, que fecharam os treinos na décima primeira e na décima segunda posições, respectivamente. Ao contrário do que ocorreu na etapa de Cascavel, quando mal participou dos ensaios livres em razão de problemas mecânicos, Rodrigo Sperafico completou os dois primeiros treinos em Tarumã e alcançou grande evolução no acerto do carro.
“Conseguimos evoluir do primeiro para o segundo treino, e a diferença de pouco mais de 0s6 para o melhor tempo do dia não chega a ser completamente ruim”, disse Rodrigo, que venceu uma corrida no circuito gaúcho em 2007, ano em que sagrou-se vice-campeão da Stock Car. “Não estamos ainda na disputa pela pole position, mas o desempenho de nossa equipe foi consistente neste treino”, ressaltou.
Ricardo Sperafico fechou o dia apenas 0s065 à frente de seu irmão Rodrigo. Décimo colocado no último treino de sexta-feira, ele acredita que possa voltar à Super Classificação neste sábado. “A pista de Tarumã, como de costume, está apresentando dois desafios bastante distintos para as equipes. Primeiro precisamos fazer um carro rápido para a classificação, mas o acerto para a corrida deverá ser muito diferente. Temos que ter um carro mais conservador para a prova e a tocada terá de ser menos agressiva. Em seis ou sete voltas, os pneus acabam e esse desgaste vai dar o tom da corrida neste domingo”, encerrou Ricardo.
Texto: Divulgação.
Foto: José Mário Dias/Divulgação.




