O Jornalista Robério Lessa, em mais uma Coluna Velocidade, analisa a vitória de Lewis Hamilton no Brasil.
O que não faltou foi emoção no Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1.
Desde a sexta-feira (12), com a polêmica da asa traseira da Mercedes, passando pela corrida rápida do sábado (13), vencida com maestria por Valtteri Bottas e na qual Lewis Hamilton largou de último e chegou em quinto, culminando no domingo (14) com a vitória do heptacampeão, após largar em décimo, os 181.711 espectadores (novo recorde de público durante os três dias de atividades) presenciaram momentos fabulosos no autódromo José Carlos Pace – Interlagos, em São Paulo.
Após a vitória de Max Verstappen, no México, muitos esperavam um Hamilton abatido, no entanto, o inglês mostrou ser capaz de erguer-se diante a situações adversas.
Andando no país onde já foi hostilizado, por conta do título em cima de Felipe Massa, o piloto britânico nunca escondeu sua simpatia pelo Brasil, terra do seu ídolo Ayrton Senna, de quem pegou o verde amarelo para a pintura do seu capacete, hoje reestilizado.
Na pista, Max andou bem e fez de tudo para segurar um Lewis inspirado. Engordou curva, os dois saíram mas não se tocaram, fez Zig Zag a frente do hexacampeão mas não segurou o oponente em uma ultrapassagem muito eficiente e sem maiores problemas.
A vitória de Hamilton representa a vitória de quem conseguiu superar todas as adversidades em um esporte elitista nascido na Inglaterra e que era praticado por nobres e ricos. Lewis venceu pelo seu talento e hoje faz questão de estender as suas conquistas para lembrar aos intolerantes que o esporte tem de ser um espaço livre e democrático.
Na classificação, Verstappen continua na liderança embora a vantagem tenha diminuído, o holandês da Red Bull aparece com 14 pontos a mais que inglês da Mercedes.
Faltando três corridas para o final da temporada, no próximo domingo dia 21, a gente vai ter o GP do Catar em Losail. Essa pista sedia pela primeira vez na história um GP da categoria. Losail substitui a Austrália e já tem um acordo de 10 anos que começa em 2023 para sediar corridas da Fórmula 1.
A largada é às 11 horas ninguém sabe quem vai vencer em uma pista desconhecida. Os parâmetros a gente vai ter nos treinos livres e na classificação, porém, nessa pista, as Ducati da MotoGP, que tem motores mais fortes, costumam dominar. Então Mercedes e Red Bull vão novamente fazer o duelo o resto…
É de se esperar uma bela corrida entre os dois pilotos e juízo de Max Verstappen para não fazer besteiras como já fizeram Michael Schumacher, Alain Prost e até Ayrton Senna dentre tantos outros que preferiram bater ao invés de disputar a posição na pista.
Texto: Robério Lessa.
Fotos: Beto Issa Photos/GP São Paulo de Fórmula 1
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