Ver uma boa chance de somar pontos para o campeonato escapar por entre os dedos costuma render, no mínimo, uma grande lição para qualquer equipe de automobilismo. E, normalmente, ajuda a elaborar novas estratégias para reverter situações parecidas no futuro.
E é trazendo na bagagem o aprendizado adquirido na quinta etapa da Stock Car, realizada há um mês em Campo Grande (MS), que os pilotos da BVA-Scuderia 111 chegam nesta sexta-feira a Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para a sexta etapa do calendário. Depois de um fim de semana que começou promissor, mas terminou sem pontos no Mato Grosso do Sul, o paulista Alan Hellmeister espera colocar em prática as lições aprendidas na capital sul-mato-grossense para voltar a pontuar no campeonato.
“Fizemos um bom trabalho na quinta prova do ano, só faltou um pouco de constância na corrida. Nossos pneus se desgastaram muito, e optamos por não fazer a troca na parada para reabastecimento, o que acabou me impedindo de lutar por alguns pontos. Como o asfalto da pista do Rio de Janeiro é bem abrasivo, acredito que as informações adquiridas na última corrida possam nos ajudar bastante a desenvolver um acerto mais constante para a corrida”, comentou Hellmeister.
Restando apenas três etaas para o encerramento da fase de classificação para os playoffs, o objetivo natural da dupla de pilotos da BVA-Scuderia 111 é somar o maior número de pontos possível neste domingo, no Rio de Janeiro. Dos dois, quem está mais próximo de garantir vaga entre os finalistas é o paranaense Júlio Campos, que ocupa a 15a colocação na tabela. Depois de obter bons resultados nas primeiras três corridas do ano, Campos já figurou na lista provisória dos classificados para as finais, e espera recuperar um lugar entre os dez primeiros do campeonato.
“Alguns pilotos já estão matematicamente garantidos para os playoffs, mas metade das vagas ainda está indefinida. Então ainda dá tempo para reverter os resultados das corridas do Velopark e de Campo Grande, quando perdemos muitos pontos. O autódromo de Jacarepaguá costuma ser cruel com os pneus, mas em caso de chuva, por exemplo, não teremos esse problema. São muitas variáveis que podem definir os 15 primeiros no Rio Janeiro, e temos que estar preparados para a maior parte delas”, encerrou Campos.
Foto: Luca Bassani – Divulgação.



