Acompanhe mais uma coluna do piloto Helio Castroneves: Recarregando as baterias com o abraço e o sorriso da minha filha.
Olá, galera, excelente semana para todos! No próximo domingo, quando estivermos em New Hampshire disputando a 12ª etapa do IZOD IndyCar Series, no Brasil estará sendo comemorado o Dia dos Pais. Sobre isso, há certas coisas que não adianta a gente ouvir dos nossos pais. Só vivendo para entender o que é ser pai.
Milha filha Mikaella, que tem um aninho e sete meses, é uma magia na minha vida. Não há baixo astral ou preocupação que resista chegar em casa e ver aquele sorriso e aqueles bracinhos vindo em minha direção para um abraço cheio de amor. Como acontece com todos vocês, eu também tenho meus dias de preocupações e desapontamentos, mas a vida é assim e a Mikaella me ajuda a esquecer os problemas e recarregar as baterias para novas batalhas.
Foi justamente isso que aconteceu no domingo, depois da prova de Mid-Ohio. Para falar bem a verdade, se eu tivesse de resumir todo o final de semana numa palavra, talvez fosse um palavrão. Foi dureza! Nos treinos de sexta e na classificação, por mais que eu me esforçasse e o meu pessoal do Team Penske trabalhasse, não havia meios de fazer o carro andar. Era um tal de sair de traseira, sair de frente, falta de aderência. Resultado: 15º no grid.
Quando uma coisa dessas acontece, das duas, uma: ou você senta, chora e chama pela mãe ou arregaça as mangas e vai de cabeça procurar uma solução. E foi isso que fizemos. Foi feito um trabalho enorme e os “embalos de sábado a noite” do nosso grupo foi debruçado sobre o meu Penske Truck Rental nº 3, com muitas mudanças.
E não é que deu certo? Quer dizer, médio. No aquecimento do domingo pela manhã, mesmo não tendo virado da noite para o dia um carro “campeão”, pelo menos o comportamento deu uma melhorada. E lá fui eu para a corrida fazendo de tudo para não me meter em confusão. Só que quanto mais eu fujo, mais os problemas me encontram. Impressionante.
Dessa vez, numa relargada, o E.J. Viso acabou tocando na traseira do J.R. Hildebrand, que acabou rodando justamente na minha frente e sem que eu pudesse evitar a batida. Com isso, precisei ir aos pits para trocar o bico e reparar a suspensão, não me restando outra alternativa a não ser receber a bandeirada em 19º, num dia em que o Team Penske, como um todo, não teve sucesso.
Mas tudo isso faz parte do esporte e eu nunca me esqueço do que me ensinou o meu grande mestre no automobilismo e na vida, meu pai Helião, que para você ser campeão, tem de agir como campeão. E é isso aí, bola pra frente, pensar positivo e ir com força total para as próximas provas.
Um Feliz Dia dos Pais para todos, até a próxima terça e fiquem com os meus contatos (Eu posso até demorar um pouquinho para responder, mas certamente responderei a todos): www.twitter.com/h3lio e press@heliocastroneves.com.
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“Coluna publicada originalmente no jornal Metro de 09 de Agosto de 2011, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”




