Acompanhe no Carros e Corridas a nova Coluna do Borracha – Por Eduardo Abbas.
Aberta a temporada de preparação da Fórmula 1! Agora é aquele momento em que todos os pilotos começam a aparecer em eventos de seus times, abraçam companheiros de equipe e mecânicos, fazem juras de amor eterno e prometem que vão estar fortes para o ano que começa e a briga pelo título vai ser dura, mas os bons resultados devem chegar logo.
Esse é o famoso “me engana que eu gosto!” de começo de ano aonde os endinheirados jóqueis de cavalos mecânicos visitam as sedes das equipes, fazem poses com cara de bundão e discursam para os mortais que trabalham nos bastidores dos times, aqueles que precisam de um incentivo para continuar trabalhando para os artistas brilharem nas pistas.
Quem abriu os trabalhos foi a Ferrari, no já tradicional evento de esqui de Madonna di Campiglia, onde o frio corre solto e a festa nababesca também. Alonso e Massa fazem aquela coisa burocrática de se deixarem fotografar juntos, sorrindo e jurando que a Ferrari ainda tem muita lenha pra queimar. Evento de patrocinadores, para agradar aqueles que colocam caminhões de dinheiro em favor do esporte, mas que querem o famoso “retorno de mídia” que a equipe sempre promete. Massa garante que ele e o companheiro estão no mesmo nível, eles são top na categoria e que esse ano vai ser diferente. Olha, conheço essa ladainha e a verdade é uma só: Massa só vai disputar o título se o Alonso quiser ou se estiver muito impossibilitado de fazê-lo por outros motivos extra-pista. A Fórmula 1 para os brasileiros esta se tornando um território muito complicado de se pensar em conquistas por causa da falta de incentivo e formação de pilotos que existe por aqui, o até então único representante canarinho depende de um enorme alinhamento de planetas para ser campeão do mundo.
Já
a Mercedes apresentou Lewis Hamilton na sede da empresa com os carros de rua, fazendo discurso para os funcionários e garantindo que fez a coisa certa aos 28 anos. É ver pra crer, a equipe esta se reestruturando e pode haver um salto de qualidade nas pistas. Quem remou na contramão for a Marussia, dispensou o Timo Glock e abriu vaga e esperança para outros pilotos pagantes, entre eles o Bruno Senna. Mas, parafraseando o Sheldon da série de TV americana THE BIG BANG THEORY, o que uma equipe de um país cuja contribuição para a humanidade foi a vodca e as noivas em busca de green card pode oferecer para pilotos de Fórmula 1? Talvez apenas o fato do Felipe não ser o único representante tupiniquim na principal categoria do automobilismo mundial.
Vou ficando por aqui um pouco mais triste com o nosso futuro nas competições internacionais. Quando se tem a chance de mudar e prefere-se ficar no ponto esperando o mesmo ônibus é sinal que não estamos prontos para ousar. Grandes empresas ousam, se vão se dar bem é outro problema, porque a CBA não fez o mesmo? O bonde do tempo passou, resta agora completar o caminho à pé.
A gente se encontra na semana que vem!
Beijos & queijos
Eduardo Abbas, um dos mais respeitados profissionais de imprensa, especializado em automobilismo e industria automobilística. Dentre suas realizações destacam-se a criação e direção do programa Linha de Chegada, a direção do programa Grid Motor, a produção da Stock Car e toda parte de motorsport do canal Sportv. Abbas foi também produtor da Fórmula Um na Rede Globo desde 1990 e é atual membro da ABIAUTO (associação brasileira da imprensa automotiva). Também atua como consultor na área de comunicação e automobilismo.
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