O autódromo Gilles Villeneuve, em Montreal, no Canadá, palco da sétima etapa da temporada 2013 da Fórmula Um, é um circuito que combina retas longas e rápidas com curvas de baixa velocidade. Por conta dessas características, a Pirelli, fornecedora oficial de pneus para a categoria, leva para a prova os pneus médio ( P Zero Branco) e supermacio ( P Zero Vermelho), que são perfeitamente adaptáveis às imprevisíveis condições climáticas na pista canadense.
O circuito tem registrado, nos últimos anos, uma série de corridas sob chuva, o que significa que os compostos para esta condição de pista, o intermediário (Cinturato Verde) e para chuva intensa (Cinturato Azul) também podem ser utilizados pelas equipes durante o final de semana do GP do Canadá. Além disso, cada piloto receberá dois jogos do novo pneu médio com a estrutura de kevlar para testes, que poderão ser usados apenas nos treinos livres de sexta-feira e poderão ser adotados no restante da temporada.
De acordo com Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli, o GP do Canadá é sempre uma das corridas mais imprevisíveis do calendário e isso ocorre em parte porque se trata de um grande desafio para os pneus, devido principalmente às freadas pesadas e demandas de tração do circuito. “Juntamente com um alto grau de evolução da pista no fim de semana, a gestão eficaz dos compostos sempre foi fundamental para o sucesso em Montreal, desde a inauguração do circuito no final dos anos 70.”
“Nossa expectativa é que, durante a corrida, ocorram dois ou três pit stops por carro, mas só seremos capazes de fazer um prognóstico mais preciso depois desta sexta-feira. É um circuito no qual as condições climáticas têm, muitas vezes, um papel determinante: o Grande Prêmio do Canadá, em 2011, por exemplo, acabou por ser o mais longo da história da Fórmula 1 em razão de fortes chuvas que chegaram a paralisar a prova”, acrescenta.
No ano passado, com a pista seca, explica Hembery, “testemunhamos um novo recorde na categoria, com o sétimo vencedor em sete corridas disputadas. Devido ao alto nível de desgaste e degradação dos pneus, esperamos assistir a diferentes estratégias das equipes, como ocorreu em 2012 – com os times decidindo entre uma estratégia de maior velocidade ou menos paradas com ênfase na resistência do pneu. No ano passado, a primeira alternativa venceu a prova, mas com tantos parâmetros distintos, as escuderias terão que analisar os dados – além da previsão climática – com muito cuidado antes de definir a melhor tática de corrida.”
Fotos: Divulgação.




