Os pilotos brasileiros tiveram muito o que comemorar ao final do ePrix de Putrajaya, na segunda etapa da temporada 2015/2016 da Fórmula E. Com a vitória neste sábado (07) na antiga capital da Malásia, Lucas di Grassi desbancou o pole e favorito Sébastien Buemi na liderança do campeonato. Já Bruno Senna fez corrida de recuperação, chegou em quinto somando os primeiros pontos, já Nelsinho Piquet, conseguiu levar o carro com problemas das últimas posições do grid para o oitavo lugar na bandeirada final. Ao mesmo tempo, a eDAMS, considerada a grande força da categoria, decepcionou, o francês Nicolas Prost foi o 10º colocado, ainda assim, duas colocações à frente do companheiro Buemi.
O resultado de Bruno foi festejado pela equipe Mahindra Racing. A corrida parecia complicada depois dos treinos classificatórios e esteve virtualmente perdida na primeira parte das 33 voltas. “Fizemos algumas mudanças no acerto do treino livre para o qualifying que não deram certo. Além disso, estava difícil para todos acertar os três trechos do circuito. No último, perdi os dois décimos que me deixariam entre os cinco e em condições de entrar na disputa da Super Pole”, explicou Bruno, que terminou o Q1 em nono e duas posições à frente do parceiro Nick Heidfeld.
Logo nas primeiras voltas, Bruno enfrentou um problema que por pouco não enterrou suas chances. “Na hora de uma relargada, a marcha ficou encavalada entre a segunda e a terceira. Tive de parar, desligar o carro e voltar a religá-lo. Mas perdi 15 segundos e caí para penúltimo. Cheguei a pensar que não daria para fazer mais nada, mas quando vi um grupo de três carros mais à frente decidi que iria para o tudo ou nada. Felizmente, conseguimos administrar bem o consumo de energia e a temperatura da bateria, principalmente depois da troca do carro no pit stop.”
Mesmo contente e aliviado com o desfecho, Bruno reconheceu que desta vez a sorte que lhe faltou na abertura do calendário há duas semanas em Pequim, desta vez, esteve ao seu lado. “Fizemos uma ótima corrida, mas fui ajudado porque muitos pilotos tiveram problemas, tanto na parte térmica quanto por causa de acidentes. Foi legal sair daqui com este quinto lugar. Agora, temos de continuar trabalhando porque o carro ainda tem a melhorar”, concluiu. O carro da Mahindra está 22 quilos acima do peso mínimo de 888 estabelecido pela categoria e precisa ser submetido a uma “dieta” para se aproximar do limite.
A próxima etapa está marcada para Punta del Este, no Uruguai no dia 19 de dezembro.
O resultado do ePrix de Putrajaya:
1 – Lucas di Grassi – Abt – ABT Schaeffler/ 33 voltas em 50m17.449
2 – Sam Bird – Virgin – Virgin/a 13.884
3 – Robin Frijns – Andretti – Spark/a 29.776
4 – Stephane Sarrazin – Venturi – Venturi/a 32.628
5 – Bruno Senna – Mahindra – Mahindra/a 34.404
6 – Antonio Felix da Costa – Aguri – Spark/a 36.925
7 – Daniel Abt – Abt – ABT Schaeffler/a 37.283
8 – Nelson Piquet Jr. – China – NEXTEV TCR/a 40.623
9 – Nick Heidfeld – Mahindra – Mahindra/a 52.904
10 – Nicolas Prost – e.dams – Renault/a 53.695
11 – Jacques Villeneuve – Venturi – Venturi/a 58.698
12 – Sebastien Buemi – e.dams – Renault/a 1m07.728
13 – Simona de Silvestro – Andretti – Spark/a 1m24.464
14 – Jerome D’Ambrosio – Dragon – Venturi/a 1 volta
15 – Nathanael Berthon – Aguri – Spark/a 1 volta
16 – Loic Duval – Dragon – Venturi/a 4 voltas
Não completaram:
Oliver Turvey
Jean-Eric Vergne
Campeonato:
1 – Lucas di Grassi – 43
2 – Sebastien Buemi – 35
3 – Sam Bird – 24
4 – Nick Heidfeld – 17
5 – Robin Frijns – 16
6 – Stephane Sarrazin – 14
7 – Loic Duval – 12
8 – Bruno Senna – 10
9 – Jerome D’Ambrosio – 10
10 – Antonio Felix da Costa – 8
10 – Oliver Turvey – 8
11 – Daniel Abt – 6
12 – Nelson Piquet Jr. – 4
12 – Nathanael Berthon – 4
13 – Nicolas Prost – 1
Texto: MF2 – Serviços Jornalísticos
Foto: Divulgação/MF2
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