O site Carros e Corridas apresenta entrevista com o piloto Danilo Dirani, que disputa a sua terceira temporada na Fórmula Truck pela equipe DF Motorsport.
Aos 28 anos de idade e 20 anos de experiência, nosso entrevistado conquistou mais de 900 troféus e 30 títulos. É reconhecido como um dos maiores campeões de Kart Profissional da história do País, categoria onde ainda hoje disputa provas oficiais. O paulista Danilo Dirani teve uma passagem marcante pela Fórmula Três Sulamericana na qual detém o recorde de vitórias (14), pole positions (14) e melhores voltas (18) em 18 corridas disputadas. Depois de dominar o continente Sul Americano passou pela Fórmula Três Inglesa, Formula Atlantic nos Estados Unidos. Na Europa integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da BAR-Honda na Fórmula Um.
Confira a entrevista de Danilo Dirani ao jornalista Robério Lessa.
Carros e Corridas – Gostaria de começar nossa entrevista a partir de seu contato com um dos maiores ídolos do automobilismo mundial. Como o Ayrton Senna te estimulou no início de sua carreira?
Danilo Dirani – Eu era muito pequeno, tinha cerca de sete a oito anos quando o Ayrton fez a pista na cidade de Tatui (SP) e pediu a meu pai que levasse uns karts para lá, para ele brincar. Meu pai levou também três karts da categoria cadete, para mim, meu primo Bruno e o Fábio (primo de Bruno e irmão de Fabiano Machado da Fórmula Três). Quando você é pequeno, procura o melhor para se inspirar e estimular e quando eu era pequeno, o Ayrton estava no seu auge. Mas o principal estímulo, na verdade, não foi na pista e sim fora dela. Como ele lidava com os assuntos extra pista, com a equipe, imprensa, pessoas e vida. Lembro dele como um exemplo de dedicação e também com um ser humano fantástico.
Carros e Corridas – O Kart ainda é a maior escola que um piloto pode ter? Você credita seu sucesso nas pistas ao que você aprendeu no Kart?
Danilo Dirani – Acredito nisso 100%! Hoje ainda participo dos principais campeonatos de kart do país e trabalho no desenvolvimento dos Karts Mini e isso com certeza faz diferença quando entro em um Fórmula Truck ou em qualquer carro de corrida. O kart é fantástico para o piloto. Nele você aprimora o tempo de reação, reflexo, condicionamento físico. Para quem começa o kart te ensina o que precisa saber em termos de acertos de um carro. Também sou um dos promotores do Super Kart Brasil, onde procuramos sempre ter os melhores equipamentos com os melhores pilotos e usar nossa experiência para os que estão começando.
Carros e Corridas – Depois do Kart você teve uma bela passagem na Fórmula três Sulamericana. Com todos aqueles recordes (vitórias, pole e melhores voltas) você foi muito cobrado quando foi para a Fórmula Três inglesa?
Danilo Dirani – Não tive muita cobrança. Na verdade, foi muito bom para mim os dois anos na F-3 Sulamericana, pois no meu primeiro treino que fiz em Pembrey com a equipe Carlin, bati o recorde da pista. Eu considero que os dois anos em que trabalhei aqui com a equipe Cesário Fórmula foram essenciais para mim.
Carros e Corridas – Você acha a há muita diferença entre as Fórmulas Três daqui para as de fora?
Danilo Dirani – Não. Elas são bem parecidas. Claro que há diferença entre clima, temperatura, pneus. Hoje o motor também é diferente, mas se o piloto se dedicar vai chegar à Europa bem preparado. Claro que há muita diferença na disputa na pista, já que na Europa, são quase 30 carros que podem vencer corridas.
Carros e Corridas – Houve oportunidade para você seguir carreira fora do Brasil?
Danilo Dirani – Sempre tive, mas precisa de muita grana para você conseguir entrar em uma categoria na Europa ou nos Estados Unidos. Depois que você já esta lá e se destacou, daí consegue viver daquilo e entra no mundinho. Mas até então, você precisa levar muito dinheiro e não importa o quão bem você faça seu trabalho, sua dedicação, enfim. Hoje pra você chegar, antes de tudo precisa de muito apoio.
Carros e Corridas – Você teve uma passagem pela Fórmula Atlantic nos Estados Unidos. Qual foi sua impressão do automobilismo daquele país?
Danilo Dirani – Muito legal. Na época, a premiação lá era de dois milhões de dólares e garantia uma temporada na Champ Car. Por isso parti para lá, já que não havia mais ajuda pra continuar na Europa e tentar uma World Series ou GP2. O americano faz eventos de forma fantástica e a Atlantic na época, era muito legal, um carro bom de se guiar, com 350 cavalos.
Carros e Corridas – Chegou a pensar em Fórmula Indy?
Danilo Dirani – Cheguei e até tive contato com umas equipes. Mas, de novo, precisava levar dinheiro pra correr e isso complicou as coisas. Confesso que quando vi que não teria chance (dinheiro) de tentar F1, no fundo, desanimei das categorias de Fórmula.
Carros e Corridas – Não poderia deixar de mencionar o fato da morte de Dan Wheldon. Como você viu aquela corrida com 34 carros em um circuito tão curto e rápido?
Danilo Dirani – É um assunto delicado. Mas acredito que correr em oval com um Fórmula Open Wheel, não é legal. Nunca andei em oval, mas acredito ser bem especifico, só que hoje os carros são rápidos, misturam-se pilotos experientes com pagantes e com bem menos experiência e numa categoria como a Indy, onde precisa ter uma super precisão, isso conta. Não digo que no caso especifico do acidente que foi fatal para o Dan, foi isso que aconteceu. Confesso que só vi dois vezes o vídeo. Para mim não faz bem ver, fosse com qualquer piloto e ainda mais com alguém que você tinha algum contato e conhecia bem a carreira. Carro de fórmula, a meu ver, é legal de guiar em traçado misto, usar o potencial do fórmula, de frear bem, retomar velocidade rápido, contornar rápido.
Carros e Corridas – Você considera que a Indy precisa rever seus conceitos de segurança?
Danilo Dirani – É um assunto que nunca vai encerrar. Segurança sempre. Tenho certeza absoluta que lá na Indy eles fazem o melhor que existe pela segurança, conhecendo bem o americano envolvido com automobilismo. Sou do tipo de pessoa que acredita que tudo na vida tem um porque, uma razão e que temos um caminho a traçar. Não foi mera coincidência, nem inconsequência ou como queiram chamar. Andaram dizendo por ai, que automobilismo é feito para morte. Hipocrisia, porque então o fato do cara ir ao banco e ser atropelado, é uma atitude de morte? Um cantor famoso ficar cego ao lavar o rosto no quarto do hotel, por um micróbio que tinha na água, logo, é uma atitude de exposição à morte? As pessoas que moram no “círculo de fogo do Pacífico”, Califórnia, Japão e etc., são consideradas loucas e suicidas por viverem ali? Enfim, não queremos morte em nenhum momento da vida, então, sempre temos que analisar e estudar formas que cada vez mais tenhamos segurança, tanto nas corridas, quanto em qualquer hora e lugar de nossas vidas.
Carros e Corridas – Por falar em segurança, tivemos na Truck um acidente que impressionou. Na corrida de Guaporé o piloto Luiz Lopes despencou para uma área fora da pista ao tentar parar o truck, e nada aconteceu com ele. A categoria conseguiu se tornar hoje uma das mais seguras do país? E por quê?
Danilo Dirani – com certeza. No caso do Luiz, o radar (que muitos desinformados criticam) o salvou e o ajudou, pois quando ele freou no radar, viu que não tinha mais freio. Provavelmente o alarme de freio e o relógio de ar, devam tê-lo avisado que estava havendo algum problema, mas ele não deve ter percebido. Ou seja, temos também um relógio de ar (os freios, embreagem, direção são movidos a ar) e um alarme que nos avisa quando o ar começa a cair. Além disso, o santo Antônio já passou por provas reais e ainda bem, passou no teste! E também todos nos pilotos que corremos lá, procuramos sempre, mais que o normal de evitar algo que possa vir a ser perigoso tamanho o peso, velocidade dos caminhões.
Carros e Corridas – Há algum tempo tenho visto atituds questionáveis dentro das pistas. Um desse exemplos foi em uma prova da Copa Montana. Os pilotos Welington Justino e Serafim Jr. deram uma verdadeira lição de desrespeito ao esporte dentro da pista. Galid Osman também abusou do direito de defender a posição. Infelizmente essa não é a primeira vez que vemos, sobretudo nessa categoria, atitudes assim. O que você acha que deve ser feito para acabar com esse tipo de expediente?
Danilo Dirani – Não vou citar nomes, mas fazer um balanço geral do que eu penso. Acredito que a formação dos pilotos em suas atitudes, vem errada desde que começam no kart. O certo é fazer como fazem nos Estados Unidos, e como vamos adotar no Super Kart Brasil a partir da próxima etapa. A solução é simples. É o “move on reaction”, que seria: mudou a linha do kart, punição. Dai não fica esse lance de um querer trancar o outro, que é ridículo. Competição tem que premiar o que esta melhor no momento em relação a acerto, guiada, estratégia, não o que tranca mais. Claro que no fundo, o piloto sabe quando prejudica outro numa trancada, possibilidade de ultrapassar e etc., mas muitas vezes “finge” que não e não é punido.
Carros e Corridas – Um piloto tem que cumprir cláusulas contratuais e, às vezes, é exposto a circuitos ruins e inseguros. Será que está na hora de rever isso?
Danilo Dirani – Bom, se for inseguro o circuito, então os pilotos têm de reunir e exigirem mudanças, ou não correrem! Você tem que cumprir sim cláusulas contratuais, mas se expor ao risco, Nunca! Hoje faço isso com o Super Kart Brasil e pensamos sempre na segurança dos pilotos na pista. Mas, ainda bem que na Truck, nunca passei por isso, muito pelo contrario, sempre me senti muito seguro por onde corri na categoria.
Carros e Corridas – Na F-1 temos visto muitas criticas ao Hamiltom. Você acha que elas são injustas?
Danilo Dirani – Tão pegando no pé do cara! Tirando o incidente com o Felipe em Singapura (que depois veio o lance do radio da Ferrari), que o Lewis viajou.
Carros e Corridas – Você, por conta da Fórmula Truck, tem andado por todo o Brasil e corrido na Região Nordeste. Este ano a Truck correu em Caruaru (PE), a única cidade nordestina. O que falta para outras categorias reconhecerem o Nordeste como uma região capaz de figurar no calendário nacional? Valdeno Brito (Stock), Beto Monteiro (Truck), Riamburgo Ximenes (Rally) e outros são a prova de que é possível aproveitar talentos nordestinos?
Danilo Dirani – A Truck é muito forte por onde passa e é muito interessante para a categoria correr no Nordeste. Com certeza todas as etapas aonde a categoria vá, ela recebe e dá apoio. Então, resta as outras categorias tentarem seguir esse mesmo caminho.
Carros e Corridas – A Fórmula Truck é hoje uma das principais categorias do automobilismo brasileiro e cada vez mais vem ganhando em competitividade. Você se sente realizado em correr com um veículo de dimensões exageradas a velocidade elevadíssima? Qual é o sentimento de dominar um caminhão nas pistas?
Danilo Dirani – Com certeza estou muito feliz de estar na Truck. Foi lá que me tornei profissional de corrida, hoje sou piloto contratado da Ford e corro pela equipe do Djalma Fogaça que sou fã! E guiar um caminhão de 4.000 kg, com mais de 500Nkgf de torque e mais de 1100cv de potência, um freio muito bom também, é animal! É uma tocada muito especifica do caminhão, manhoso e a principal característica é que ele assusta toda volta! Então você precisa ser bem técnico realmente, já que tem de domar os sustos e passar as reações para a equipe, tentando compensar todo peso e potência para se chegar ao melhor setup.
Carros e Corridas – A corrida na Truck é bem mais complicada do que se imagina. “Guardar” o caminhão na primeira metade da corrida é a forma mais correta de se chegar ao final dela com condições de vitória?
Danilo Dirani – Sim. Na corrida de Truck você precisa vir forte, porém tentar não judiar ao extremo, pois uma hora de corrida para nos, é muita severa para o equipamento. Os freios desgastam, os pneus também, e tem ainda o complicador que é encontrar óleo na pista, enfim, é interessante! Apesar de ser bruto, o caminhão de competição é muito sensível e suscetível a quebra. Então o piloto precisa cuidar bem do equipamento a corrida toda. Eu fico de olho nos relógios de pressão de óleo, pressão de ar e turbo. E não tem ninguém que te avisa disso, é tudo a gente mesmo e quando vê que passou do ideal tem de se virar pra fazer o bruto chegar até o final!
Carros e Corridas – Mesmo com o sucesso da Truck tem gente que torce o nariz e fala que é lugar para aposentados. O que você acha desse tipo de pensamento?
Danilo Dirani – (risos) Quem fala isso senta a bunda lá e tente virar tão rápido quanto os “aposentados”. Na Truck não tem bobos, todos tem noção de guiar, tem bons equipamentos. E foi uma das únicas categorias, onde senti não ter “máfia”. Se o cara venceu e tá rápido, é por pura competência do piloto e equipe, não tem privilégios. Mas você vê que pilotos que já correram e se destacaram em outras categorias e não tiveram um resultado expressivo na Truck. Eu precisei também me focar muito para superar as diferenças e até o medo para chegar ao limite da guiada do Truck.
Carros e Corridas – Você esteve perto da vitória na Truck. O que está faltando para subir ao lugar mais alto do pódio?
Danilo Dirani – Está na minha hora e acredito que vai chegar logo. Temos um caminhão rápido, equipe forte e estou bem habituado ao equipamento, a equipe e ao trabalho junto do Fogaça. Estou satisfeito e muito confortável, espero que a hora chegue logo e a maré vire para nos, pois nesses últimos dois anos estive bem perto realmente, mas sempre faltou um pouco de sorte para poder carimbar a primeira vitoria. Mas o ano para nos esta sendo bom apesar dos acontecidos, pois sou vice-campeão Sulamericano e acredito ser o começo de uma carreira vitoriosa na categoria.
Carros e Corridas – Como é trabalhar com a Cristina Rosito como companheira de equipe? Você acha que as mulheres estão conquistando seu espaço no automobilismo?
Danilo Dirani – A Cris é uma super pessoa, nos damos bastante bem. É uma piloto bem experiente, com mais de 30 anos em corridas e isso conta muito. Hoje acredito ajuda – lá bastante na guiada do caminhão. Acho muito legal ter duas mulheres guiando os trucks e acredito que logo veremos os dois caminhões Ford brigando por vitorias!
Carros e Corridas – Danilo. Qual o momento mais perigoso que você já enfrentou nas pistas?
Danilo Dirani – Graças a Deus nunca me envolvi em nenhum acidente em 19 anos de carreira. Já presenciei um que foi o do Bruno Junqueira. Meu companheiro de equipe ano passado, em Interlagos. Mas que no fim, a segurança do caminhão foi posta em prova e aprovada, pois nada aconteceu.
Carros e Corridas – Alguma vez você teve medo nas pistas? Como é ter de conviver com esse sentimento? Ou não há espaço para ele?
Danilo Dirani – Correr de Truck é passar susto toda volta! (risos). Mas sou bem realista e honesto com as coisas, e com certeza existe um sentimento que te diz que você não pode frear mais dentro, não pode tentar essa ultrapassagem, não da pra fazer cravado, enfim. São inúmeras situações e esse sentimento te faz ser mais atencioso e detalhista com tudo que esta acontecendo e de certa forma isso te deixa mais forte e preparado para enfrentar situações.
Carros e Corridas – Certa vez recebi um e-mail de um internauta que relatou o sonho de seu filho em querer ser piloto, mas não tinha dinheiro para entrar no kart. Você não acredita que as marcas de chassis e motores não poderiam baratear mais as categorias? Tem gente que tem talento e acaba ficando só no Kart indoor por falta de condições financeiras. Como é possível equacionar isso no automobilismo? O que você diria para um pai nessa situação que relatei?
Danilo Dirani – Realmente correr de kart, carro, moto, caminhão, é caro. Eu senti na pele e sofri isso quando fui subindo de categorias e cheguei até onde cheguei com minhas pernas. sempre tive tudo e mais um pouco que precisei na minha vida, mas minha família não pode pagar uma temporada de qualquer categoria. Em relação ao kart, estamos na luta para mudar esse cenário. A culpa não é só das fabricas, os equipamentos e acessórios são caros, é uma estrutura grande. O problema é que para competir você precisa de uma equipe, gastar com pista, gasolina, pneus novos, inscrição para as corridas, fora teu equipamento. Ou seja, você tem um gasto mensal de no mínimo R$3.000,00. Tem gente que gasta muito mais.
Carros e Corridas – O que você faria diferente se tivesse de recomeçar sua vida no automobilismo?
Danilo Dirani – Mudaria principalmente quando fui pra Europa, onde fui sozinho. Você precisa ter um manager que esteja com você para te ajudar nas negociações e que procure patrocínios e investimento, como disse, hoje isso é o principal. De resto não mudaria muita coisa, apesar de tudo sou bem feliz de minha vida ser em torno de automobilismo, ser reconhecido. Tenho sorte de fazer o que seria meu hobbie, como profissão! E desde pequeno no kart, aprendi lições que só quando você é mais velho aprende. Aprendi a lidar com derrota para poder valorizar vitoria. Você vive num mundo difícil e competitivo, qualquer calibragem errada, te tira uma corrida. Situações pessoais também, onde lidamos com muitas pessoas, honestidade e isso te ensina a enxergar quem é fundamental em sua vida ou não. Ou seja, desde pequeno você toma porrada e aprende que pra ser vencedor você tem que levantar rápido e dar a volta por cima. E tudo isso foi as corridas que me ensinaram, mas vale para qualquer situação da vida.
Carros e Corridas – Você se arrepende de algo que fez
Danilo Dirani – Quem não se arrepende de algo que fez certo? Mas acho que o importante é reconhecer que fez besteira e crescer com isso. Se envolveu alguém, que assuma o erro e o concerte. Vai da sua criação, valores, caráter, saber lidar com arrependimento.
Carros e Corridas – e de que não fez?
Danilo Dirani – Também. E acredito que isso pode ter influenciado na trajetória da minha vida e carreira. Mas acredito que Deus faz o que é melhor para nos, então se não foi, não era pra ser e que nos temos guardado o que é para nos. Pois hoje, como disse, me sinto muito feliz com que acontece e acredito ter sido melhor acontecido dessa forma.
Carros e Corridas – Qual o grande conselho para quem está começando ou quer começar na carreira de piloto? A princípio que encare isso como algo produtivo para você. Se divirta, faca amizades e cresça na vida com a ajuda do esporte. Se for para você ser um mega campeão na categoria que deseja, você será. Não dependera só de você, saiba disso. Mas se for pra ser, você terá sua chance e será muito feliz sendo piloto profissional reconhecido.
Fotos: Arquivo Pessoal/Orlei Silva/Divulgação.




