A Equipe Boteco participou, no último domingo (23), da prova inaugural do circuito intermediário do Autódromo da Paraíba colocando carros em três categorias (Marcas, Protótipo e Força Livre).
Desde o início, o pensamento de Paulo Plutarcho, chefe da equipe, era o de unir-se aos esforços para fazer parte da programação da nova pista da região Nordeste. Mesmo sendo surpreendido com os problemas apresentados na pista na estrutura não concluída da praça esportiva, decidiu manter seus carros na competição que teve de seguir orientações como a da proibição de ultrapassagem na última curva o do circuito de 3.024 de extensão que dá acesso a reta principal e a entrada dos boxes, decisão esta tomada pela Federação de Automobilismo do Estado da Paraíba em conjunto com a organização do evento e com representantes dos pilotos.
Na primeira corrida do dia (terceira etapa do Campeonato Nordeste de Marcas e Pilotos), Paulo largou no Fiat Uno número 457 partindo da 18ª posição do grid e cruzando a linha de chegada após 12 voltas na oitava posição.
Após a corrida de Marcas, foi a vez da categoria Protótipo, na qual participaram os pilotos Djalma Fogaça e Davi Plutarcho. Davi, que comandou o Spirit número 13 foi soberano na prova, liderou de ponta, e, obedecendo a orientação de não ultrapassar na última curva, ficou atrás de um carro mais lento e acabou sendo superado mesmo sob a bandeira amarela. Surpreendido pela decisão dos comissários desportivos e ratificada pela direção da prova, Davi ficou com a segunda posição. Fogaça, que comandou o Spirit 77, chegou em sexto após ter largado da última posição, pois não havia realizado a tomada de tempo para classificação realizada no sábado (22).
Na categoria Força Livre, Sérgio Ventura ficou em quarto no comando do CTM 72. Saúva, como também é conhecido, comandou o Fiat Uno 457 na segunda corrida de Marcas do dia e terminou na 21ª posição após ter sido tocado na curva, abreviando sua participação a três volta do final.
Na segunda corrida dos protótipos, Paulo Plutarcho assumiu o comando do Spirit 77 e Djalma Fogaça o 13. Após esperarem por mais de 30 minutos para ter condições de visibilidade para a realização da prova, Fogaça partiu na pole e, após errar a freada da primeira curva acabou sendo superado por Tarquílio Pimenttel. Depois daí o que se viu foi um incrível pega entre os dois pilotos, com aplausos do público a cada passagem deles pela reta principal. Disposto a retomar a ponta, Fogaça forçou a ultrapassagem em uma brecha dada por Tarquílio e os dois acabaram se chocando, com o sorocabano levando a pior na prova vencida por Pimenttel. Paulo teve problemas mecânicos e cruzou a linha de chegada em 17º.
“Viemos aqui motivados, imbuídos do melhor desejo de participar de uma festa. Infelizmente presenciei momentos que prefiro não relatar, mas não posso deixar de mencionar minha preocupação com as condições que vimos na pista. Nos arriscamos em insistir por correr. Talvez esse tenha sido um equívoco, mas não sou de reclamar das decisões que tomo, pois quando assumimos um compromisso vamos até o fim com ele, e creio que o resultado não foi de todo ruim. Fico feliz em ver o Davi guiando muito, recebendo elogios do Djalma e de outros pilotos. Para mim ele foi o vencedor. Infelizmente a corrida do Fogaça terminou com o toque, mas foi compensador ver o Tarquílio e ele brigando pela ponta e arrancando suspiros da torcida. Isso é que é automobilismo. Parabéns para o Tarquílio que venceu o duelo com o Fogaça e recebeu dele o reconhecimento que guia muito. Escrevemos mais um capítulo na história da nossa equipe, mas agora vamos nos voltar aos planos já traçados, que é o de participar das provas de longa duração e das corridas em Interlagos”, afirmou.
Texto e Fotos: Robério Lessa




