A quarta rodada dupla do Mercedes-Benz Grand Challenge terá suas corridas neste fim de semana no Autódromo Internacional Nelson Piquet, no Rio de Janeiro. A sétima etapa, na tarde de sábado (21), e a oitava, na manhã do domingo (22), vão integrar o último evento automobilístico da história do circuito de Jacarepaguá, que terá sua estrutura desativada e dará lugar a instalações projetadas para os Jogos Olímpicos de 2016.
Campeão em 2011 e líder da temporada de 2012 do Mercedes-Benz Grand Challenge, João Campos é um dos pilotos que enumeram participações memoráveis no autódromo de Jacarepaguá. “Não tem como não ficar alheio ao fim do autódromo. Eu tenho seis títulos brasileiros no automobilismo, e foi em Jacarepaguá que conquistei três deles”, lembra o gaúcho, que atualmente representa a cidade catarinense de Itapema, onde reside.
Campos, de 2001 a 2005, conquistou cinco títulos brasileiros na Pick-up Racing. Os de 2002, 2003 e 2004 foram assegurados com resultados nas etapas realizadas no Rio de Janeiro. “Na última vez em que fui campeão lá, a decisão do título foi histórica, foi um campeonato duro, muito difícil, decidido só na última curva da última volta da última corrida, ainda quando o circuito tinha quase cinco quilômetros. Foi um momento memorável”, recorda.
A decisão de título descrita por João Campos deu-se na nona etapa da Pick-up Racing em 2004. Alessandro Da Cas, piloto do Rio, vencia a corrida. O segundo colocado era Nelson Bazzo, que assegurava o título diante da quarta posição de Campos na corrida. Na última curva, Campos buscou o lado direito da pista, engatou segunda marcha, ultrapassou o paranaense Kau Machado e, em terceiro na corrida, conquistou o título com vantagem de um ponto.
“Não é uma curva de segunda marcha, eu nunca tinha usado segunda ali, mas era o que tinha, tive que tomar uma decisão numa fração de segundo e essa decisão me valeu um título brasileiro. Essa é uma das várias lembranças boas que tenho do autódromo de Jacarepaguá”, comenta o piloto, que atua no Mercedes-Benz Grand Challenge pela Sicredi Racing, equipe que tem apoio de Icatu e Mapfre, seguradoras parceiras da Corretora de Seguros Sicredi.
Embora lamente a desativação do autódromo, Campos reconhece que o desfecho da história é inevitável. “Uma cidade como o Rio não pode ficar sem um autódromo, mas se é para ficar abandonado como está, é melhor que seja fechado logo. Desde que a Fórmula 1 e a Fórmula Indy saíram de Jacarepaguá não colocaram um prego, sequer. Dos autódromos que temos à disposição no automobilismo de hoje, o do Rio é o pior, disparado”, aponta.
O líder do Mercedes-Benz Grand Challenge observa que as corridas no Rio acabam sendo as mais dispendiosas para pilotos e equipes. “É cidade turística, então tudo é caro no Rio, o que não seria um problema desde que os pilotos e as equipes tivessem algum tipo de conforto no autódromo. Mas não há conforto nenhum, os banheiros são sujos, um lixo, as instalações são muito precárias, o asfalto é ruim. Enfim, isso é quase passado”, conclui.
A programação de treinos do Mercedes-Benz Grand Challenge no Rio de Janeiro será aberta na sexta-feira (20), com sessões livres marcadas para as 9h35 e as 13h20. No sábado haverá a tomada de tempos classificatória, às 8h40, e a sétima etapa, com largada às 13h10 – a corrida será transmitida ao vivo no site PortalGT.com.br. A corrida de domingo, com largada às 11h, será transmitida ao vivo pela Rede TV!. Cada corrida terá 30 minutos de duração.
Texto Grelak
Foto: Fernanda Freixosa/Divulgação.




