Embora ainda sem uma avaliação definitiva do novo traçado, que passa a substituir a versão utilizada nos três anos anteriores, o diretor-técnico da Equipe Medley/Full Time acredita que o circuito de Ribeirão Preto pode desmentir a crença generalizada de que pistas de rua só produzem corridas monótonas e sem mudanças significativas de posições. “A área é ampla e tem pelo menos quatro pontos de ultrapassagem. A ordem de largada pode não ser tão determinante quanto em outros traçados urbanos, como foi aqui no passado e em Salvador”, disse Maurício Ferreira, chefe da equipe do piloto Rubens Barrichello.
Ferreira esteve na quarta (31) no interior paulista para fazer uma vistoria inicial do local que vai receber a quarta edição do GP de Ribeirão Preto. Naquele momento, os trabalhos ainda estavam sendo realizados. “As zebras ainda não haviam sido colocadas e elas, principalmente em relação à altura, são importantes para fornecer uma estimativa da velocidade média. Mas, pelo que senti neste primeiro contato, apenas uma das curvas vai ser feita em terceira marcha. A maioria deve ser contornada em segunda ou até mesmo em primeira. É um circuito interessante, apesar de travadinho.”
Foi exatamente em Salvador, a outra pista de rua do calendário, que Barrichello conquistou seu resultado mais expressivo, desde a estreia no fim da última temporada, com o segundo lugar e o pódio inédito. Ferreira, no entanto, enxerga diferenças importantes entre elas. “Salvador tem duas curvas velozes, o que não teremos em Ribeirão Preto, e as avenidas do Centro Administrativo da Bahia são mais estreitas”, comparou. Como as provas do gênero não contam com o reabastecimento obrigatório dos autódromos, sair na frente continua representando uma vantagem preciosa, mas não decisiva. “Em qualquer lugar, se você sai nas primeiras filas, é sinal de que tem um carro competitivo. Mas, em Ribeirão Preto, vai haver possibilidade de recuperação para aqueles que tinham um carro rápido e, por qualquer que seja o motivo, não tenha ido bem nas duas voltas cronometradas da tomada classificatória”, observou.
As teorias de Ferreira começam a ser colocadas em xeque na sexta (9), quando os 33 carros – incluindo o do astro convidado Hélio Castroneves, líder da Fórmula Indy – forem divididos para os 30 minutos de treinos extras para cada um dos dois grupos. Barrichello ocupa atualmente a nona colocação, com 48 pontos, e precisa de um bom desempenho neste domingo (11), na abertura da segunda metade do campeonato, para se aproximar dos ponteiros na classificação de pilotos – Ricardo Maurício (RC) soma 111 pontos, um a mais que Daniel Serra e quatro à frente do pentacampeão Cacá Bueno, ambos da Red Bull.
Texto: MF2/Márcio Fonseca/Divulgação
Foto: Miguel Costa Jr./MF2/Divulgação




